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Mais um passinho

Não foi uma maravilha de futebol (alguém esperava?), nem veio a vitória como em outros anos em Blumenau, mas o empatezinho suado nos ajudou a dar mais um passo rumo à semifinal. Na próxima rodada, pegamos em casa o rebaixado Camboriú, que ontem levou 5 a 0 dos Ovelha Boys de Ibirama. A hipótese de não vencermos é inaceitável.

A chance de ganharmos o returno é remotíssima – temos três pontos e 12 gols a menos de saldo que o Criciúma. Vamos pelo índice técnico e provavelmente em quarto lugar. Vamos decidir sempre fora. Igual a 2012.

Ricardinho (o treinador) surpreendeu e escalou o time com três atacantes contra o Metropolitano, os três Rs (Reis, Roberson e Rodriguinho). Isso, no entanto, não significou chances criadas no primeiro tempo. Tivemos só uma oportunidade clara com Reis antes de Pablo abrir o placar, de cabeça, após cobrança de escanteio de Marquinhos. Quatro de nossos últimos cinco gols saíram de bola parada. Defensivamente falando, o meio-campo menos povoado (creio que deveria ser um 4-2-3-1, mas não funcionou) permitiu ao Metropolitano vários contra-ataques na primeira etapa.

No segundo tempo, mudamos para o 4-3-1-2, com a entrada de Ricardinho (o volante) no lugar de Reis. Era a nossa vez de jogar nos contra-ataques, mas… não funcionou. O Metropolitano veio para cima e empatou de pênalti cometido por Alef, que foi expulso. Com 10 em campo, o Avaí fechou-se, acabou o jogo sem nenhum atacante (Marquinhos ficou de “centroavante”) e conseguiu segurar a pressão dos caras, diria, até sem muito susto.

O Avaí segue com o mesmo futebol pobre de sempre, ganhando mais na transpiração que na inspiração. Até o momento, nossas maiores “goleadas” foram 2 a 0 contra Guarani e Chapecoense. Pro Chevettão, dá pro gasto.

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Dia de fim da linha para o Metrô

All my good life I’ve been a lonely man,
Teaching my people who don’t understand;
And even though I tried my best,
I still can’t find no happiness

(Stop that train, de Bob Marley & The Wailers. Tradução aqui)

Apenas cinco clubes estão no Campeonato Catarinense desde 2005 sem nunca terem sido rebaixados em campo: Avaí, Criciúma, Figueirense, Atlético de Ibirama (disputou a segundona em 2011 por ter pedido licença após o campeonato de 2010) e o nosso adversário de hoje, o Metropolitano. O Metrô, enésimo clube a tentar conquistar os corações da alemoada, foi fundado em 2002 e busca, desde então, obter mais relevância no futebol catarinense.

Hoje podemos dizer que o Metropolitano disputa o status de “sexta força” do futebol catarinense com o Atlético de Ibirama. Na contagem de pontos no estadual desde 2005, por exemplo, eles estão quase empatados: 227 para o Atlético e 224 para o Metrô. Os ibiramenses costumam fazer campanhas melhores – foram vice em 2004 e 2005, terceiro em 2007 e quarto em 2006 -, mas ficaram fora do campeonato de 2011 depois da “licença”. A campanha de maior destaque dos blumenauenses foi a de 2008, quarto lugar. De resto, nada de muito fantástico.

Pelos resultados dos últimos anos, percebe-se que o Avaí é um dos empecilhos para o crescimento do Metropolitano. Em 2009, 2010 e 2012, eles poderiam chegar às fases decisivas do campeonato, mas… sempre teve um Leão no meio do caminho. Sempre em Blumenau, onde eles costumam entregar partidas importantes. Na Série D do ano passado, por exemplo, venceram o Mogi Mirim lá em São Paulo, mas cavaloparaguaiaram no Sesi e perderam a vaga nas quartas-de-final da competição nacional.

Eu acho que o futebol catarinense carece de times tradicionais. De 23 equipes campeãs estaduais, somente 10 estavam na ativa no futebol profissional em 2012 (a saber: Avaí, Brusque, Caxias, Chapecoense, Criciúma, Figueirense, Hercílio Luz, Internacional, Joinville e Marcílio Dias). É quase inexplicável não ter existido em Blumenau nos últimos 25 anos um time capaz de fazer frente aos grandes do estado – trata-se do terceiro município e quarto maior PIB de Santa Catarina. Por isso, torço sinceramente pelo sucesso do Metropolitano.

O time blumenauense atrai no campeonato deste ano 1,5 mil torcedores por jogo, o que corresponde a 0,5% dos habitantes da cidade – o pior índice entre os 10 clubes do Chevettão 2013. Mesmo assim, e com as ameaças da volta de um BEC genérico (o original, fundado em 1919, faliu), creio que o Metrô  pode ganhar mais torcida e ser em breve uma das forças do estado. Mas não agora. Hoje é dia de, mais uma vez, a estação Leão da Ilha ser o ponto final para eles.

Únicos entre muitos

Não sei dizer exatamente quantos, mas suspeito que haja no mundo dezenas, quiçá centenas de milhares de clubes de futebol. Cada um tem sua história e é único para seus torcedores, incomparável a qualquer outro. No entanto, creio que haja alguns que são mais “únicos” que outros, que se destacam nessa imensidão de clubes sociais, empresa, chocadeira e todas as classificações possíveis e imagináveis.

Na Alemanha, por exemplo, há um pequeno clube chamado Sankt Pauli que é fora do comum. Pra começar, seu uniforme é marrom. “Primo pobre” de Hamburgo, onde o mais vitorioso é o time que leva o nome da cidade (campeão europeu em 1983), o Sankt Pauli tem sede na região do porto, perto de muitas “casas das primas” e de agitada vida noturna. O presidente anterior do clube (2002-2010) é gay, a torcida tem forte influência de movimentos de esquerda e tanto os torcedores quanto a instituição fazem abertamente campanha contra racismo, sexismo, xenofobia e homofobia. O clube chegou a retirar um anúncio de revista masculina de seu estádio porque era ofensivo às mulheres (já pensasse?). Por essas e outras, o Sankt Pauli tem mais fãs do que seus fracos resultados em campo poderiam lhe dar (está na segunda divisão alemã e não tem nenhum título de destaque em seus quase 103 anos de história).


Torcida do Sankt Pauli fazendo manifestação contra a homofobia.

O Sankt Pauli desperta orgulho por sua atuação em causas sociais. Outros clubes geram o mesmo sentimento por representarem perante o mundo uma região. São os casos dos espanhóis (contra a vontade de muitos de seus torcedores) Barcelona e Athletic Bilbao. É famosa a história de que os jogos do Barça eram um dos raros momentos em que os catalães podiam falar seu idioma e expressar seu orgulho nacional durante a ditadura de Francisco Franco. Recentemente, num jogo contra o Real Madri, diversas bandeiras da Catalunha foram vistas nas arquibancadas do Camp Nou.

Mas o Barcelona, como clube, hoje não entra muito nessa dividida de Catalunha x Espanha – é mais um comportamento de sua torcida. Diferente do que faz o Athletic, que só aceita em suas equipes jogadores nascidos ou formados nas categorias de base de clubes do País Basco. Não importa origem étnica (há descendentes de angolanos e ganeses na equipe), nem local de nascimento (Amorebieta, zagueiro da Seleção Venezuelana, joga no Athletic), desde que o atleta tenha sido criado dentro dessas regiões, conheça sua cultura e seus valores. Isso não está escrito em nenhum lugar, nem em estatutos – é uma filosofia do clube de sua torcida.

Athletic e Barcelona simbolizam, para seus torcedores, a resistência ao governo central espanhol. Não raro, em jogos entre os dois, ambas as torcidas vaiam a execução do hino da Espanha. Pode haver outros casos como os de Barcelona e Athletic, mas são, sem dúvidas, clubes singulares.

Assim como o Athletic, Chivas (México) e El Nacional (Equador)  também só usam jogadores “locais” – no caso, nascidos em seus países. O Chivas adota essa prática desde o início do profissionalismo no futebol mexicano. Por isso, ganhou o apelido de Mexicanísimo (“Mexicaníssimo”). Já o Nacional equatoriano é o time das Forças Armadas e, provavelmente, vem daí seu “orgulho nacional”.

Há clubes, como os dois espanhois ou Sankt Pauli, que já estiveram associados a causas políticas e sociais em algum momento de sua história e carregam isso até hoje. Aqui no Brasil, embora já se saiba que não tenha sido o pioneiro em escalar um jogador negro, o Vasco da Gama foi o primeiro clube do Rio de Janeiro a formar uma equipe com maioria de jogadores negros, mulatos e pobres, tendo importante papel na integração racial e social no futebol carioca e brasileiro (na época, o futebol era dazelite, não tem?).

No Uruguai, o Defensor foi um símbolo da resistência contra a ditadura na década de 1970. Com pequena torcida e treinado por um esquerdista (Ricardo de León), recebia reforço nas arquibancadas de torcedores de Peñarol e Nacional, que iam aos jogos do Defensor protestar contra o governo. Quando foi campeão uruguaio pela primeira vez, em 1976, o time do Defensor começou a volta olímpica no sentido anti-horário, pela esquerda, e essa tradição segue até hoje. Genial.

Protestos, politização, ditadura. Lembra a campanha “Diretas Já” da década de 1980 no Brasil, da qual participaram jogadores do Corinthians, que na época vivia sob a “Democracia Corintiana”, um movimento que pregava as decisões democráticas e a autogestão entre jogadores do clube, liderado por Sócrates, Wladimir, Casagrande e o avaiano Zenon. Essa foi uma das passagens mais ricas da história do Corinthians, mas o que realmente marca o clube paulista, o torna diferente dos outros, é sua torcida. Dizem que o Corinthians “é uma torcida que tem um time”, e não o contrário, e que o número de corintianos cresceu durante os 23 anos de jejum de títulos estaduais (1954-77) – daí o apelido Fiel para a torcida. A invasão corintiana no Japão no Mundial de Clubes de 2012 (estima-se de 15 a 25 mil torcedores) entra para a história do futebol mundial. Não à toa, os jogadores do Chelsea ficaram boquiabertos quando entraram em campo e viram aquele mar alvinegro nas arquibancadas. Difícil imaginar torcida que seja tão fiel e doente.

Do outro lado do mundo.

Paixão e loucura de uma torcida, associadas a um estádio mítico, é o que torna único o argentino Boca Juniors. Eu tenho essa teoria, a de que o Boca não é nem um clube, nem um time, mas uma torcida e um estádio. Quando se fala no nome dele, o que vem à cabeça logo, mais do que títulos e grandes jogadores que eles tiveram, são as imagens da Bombonera lotada, chuva de papel picado, malucos trepados no alambrado, chamas ardendo ao redor do gramado, facas e adagas voando contra os adversários e tigres e leões saindo de alçapões para dentro do campo (tipo Gladiador, não tem?). Isso, pra mim, é o Boca Juniors, mais do que as seis Libertadores, Maradona ou Riquelme.

Dedicação a causas sociais e políticas, orgulho nacional, resistência a ditaduras, torcidas numerosas, fiéis e fanáticas. Esses  características ajudam a diferenciar alguns clubes  dentro desse cada vez mais pasteurizado mundo do futebol, onde as agremiações fundadas por operários viram empresas, têm acionistas e donos bilionários, são compradas e vendidas como fábricas de salsicha e comportam-se como corporações multinacionais, buscando “novos mercados”, “clientes” na Ásia etc. Pra mim, hoje é mais fácil identificar a diferença entre o charm e o funk que entre vários dos grandes clubes do futebol mundial.

E o Avaí, hein? O que tem de diferente dos outros? Será que tem? Ou é igual a um Joinville, um Figueirense, um Criciúma, só muda a cor da camisa e o endereço? O que nos faz apaixonados por ele? Já pararam para pensar? O mais perto que cheguei foi isso. Recomendo que leiam também os textos (todos) sobre “avaianidade” que o Felipe Matos publicou no Memória Avaiana. Quem sabe daí saia uma resposta.

Blumenau, nós te amamos

Acho que, quando o pessoal do Metropolitano olha a tabela do estadual e vê que tem jogo contra o Avaí nas rodadas finais, já começa a se preocupar. A partida de domingo será a quarta, em cinco campeonatos, decisiva para a classificação dos dois times à etapa seguinte da competição. Em 2009, 2010 e 2012, o Leão eliminou o Metrô sempre na última rodada do segundo turno. Sempre em Blumenau.

No jogo de 2009, os dois disputavam a vaga no quadrangular semifinal. O Metropolitano saiu na frente, mas, com gols de Evando e Leo Gago, viramos e vencemos por 2 a 1. Com o placar, fomos campeões do segundo turno e conquistamos a vaga no quadrangular, junto com Criciúma, Joinville e Chapecoense.

Em 2010, o Avaí repetiu a vitória por 2 a 1 em Blumenau, desta vez com gols de Vandinho e de Leonardo aos 48 minutos do segundo tempo. A derrota tirou o Metropolitano da semifinal do segundo turno e eliminou o time blumenauense do campeonato. Para o Leão, a vitória era fundamental, pois, caso empatasse, perderia a primeira colocação no segundo turno para o Figueirense e disputaria a final dessa etapa na casa deles e tendo que ganhar (o empate seria deles). Como venceu, ficou em primeiro, disputou a semifinal do turno contra o Brusque, ganhou, e fez a final contra o Figão na Ressacada. Empatou por 1 a 1 e foi campeão do segundo turno.

Em 2012, os dois chegaram à última rodada disputando uma vaga na semifinal do campeonato. Mesmo com a empolgação dos blumenauenses, que haviam derrotado o Criciúma fora na rodada anterior, o Avaí fez 5 a 2 em Blumenau e classificou-se para a semifinal, deixando o Metropolitano pelo caminho.

O Avaí não perde para o Metropolitano em Blumenau desde 2007, mesmo se contarmos jogos do time “B” pela Copa Santa Catarina. Foram quatro vitórias e dois empates em seis partidas nesse período. Que as boas vibrações trazidas pelo Estádio do Sesi continuem empurrando o Leão para a vitória!

A arte de procrastinar

O Avaí poupou quatro jogadores para a partida de ontem, estreia da Copa do Brasil contra o Volta Redonda. Isso diz muito sobre qual é a prioridade do clube no momento: o Chevettão. Alguns acharam que Ricardinho fez certo, pois tem jogo decisivo contra o Metropolitano no domingo. Outros, como esse xarope que vos escreve, achou desnecessário, já que faz duas semanas que só temos partidas aos domingos e Volta Redonda não é em Rondônia, mas bem mais perto.

O calendário do futebol brasileiro é apertado, mas não foi a FCF, CBF, Deus ou o destino quem colocou o Avaí nessa situação de ter um leão (sem querer fazer trocadilho, mas já fazendo) para matar por jogo. Fomos nós mesmos, que começamos o Chevettão de maneira capenga e chegamos, de novo, às rodadas finais tendo que ganhar de todo mundo (em 2012, deu certo. Tomara que se repita). O Figão, por exemplo, perdeu o clássico, mas só uma catástrofe o tirará das semifinais do estadual, pois já acumulou pontos suficientes. Então, pôde se dedicar à Copa do Brasil.

Evidentemente, não foi só porque estávamos sem Marquinhos, Eduardo, Paulinho e Maranhão que perdemos. Pegamos um time que vem bem no seu estadual (quatro vitórias em cinco jogos na Taça Rio) e que tem suas qualidades. Por isso mesmo, não creio que o jogo de volta seja mamão-com-açúcar, e o Avaí vai ter que se esforçar para provar que foi correta a estratégia de poupar jogadores na partida de ida e deixar pra decidir depois o que poderia ter sido decidido ontem – e, como sabemos, o resultado, no futebol, costuma apagar todas as críticas.

Ah, se passarmos para a semifinal do Chevettão, a partida de volta contra o Volta será numa quinta à noite e a primeira partida semi será no domingo. Mais uma vez, nos colocamos numa situação de ter que ganhar de todo mundo o tempo todo. Sem direito a deixar para depois. Haja coração.

Média de público: Avaí cresce 25,6%

Gosto de acompanhar a média de público do campeonato e dos times individualmente. Tenho numa planilhinha os públicos pagantes de acordo com os borderôs divulgados pela FCF, rendas etc. Mania de louco. Pois bem, aproveito essa manhã para mostrar a vocês alguns dados. O texto pós-jogo de Volta Redonda x Avaí entra mais tarde, blz? Sigam-me os bons.

Média de público pagante

O Joinville continua na liderança nesse quesito, com 6.726 pagantes por jogo. No entanto, o time do Norte não deve chegar à semifinal e pode (é bem provável) perder a ponta para o Criciúma, que vem com 6.612 pagantes por partida. Briga boa. Com o público do clássico, o Avaí chegou ao terceiro lugar, com 4.416 pagantes em média, ainda bem atrás dos dois tricolores.

A média de público avaiana em 2013 é 25,6% maior que a do ano passado nessa mesma etapa do campeonato (faltando um jogo em casa para o fim da primeira fase). Isso significa exatamente 900 pessoas a mais por jogo, consumindo comida, bebida, estacionamento, produtos da loja etc. A campanha é bem parecida e até um tiquinho pior que a do ano passado: tínhamos um ponto a mais em 2012 (26 contra 25).

A média geral do campeonato é de 2.908 pagantes por partida. Apenas os quatro grandes (o Figueirense é o quarto, com 4.010) estão acima dela. Poderia ser melhor se a Chapecoense não tivesse atuado em Xanxerê em 75% de seus jogos e se o Figão não tivesse aquela partida em Joinville contra o Atlético.

Maior público

Foi o do clássico de domingo, com 10.732 pagantes. O segundo melhor público ocorreu no mesmo dia: 10.312 pagantes para Criciúma 3×0 Joinville. Foram os dois únicos jogos com mais de 10 mil pagantes.

Lotação dos estádios

É difícil de obter com precisão porque as capacidades dos estádios variam conforme a fonte. Busquei no Cadastro Nacional de Estádios da CBF, sites dos clubes e notícias divulgadas na imprensa desde janeiro. Quem tem o melhor percentual de lotação de estádio pelo meu levantamento é a Chapecoense, com 40,1%, ajudada em parte por ter atuado em seis partidas no pequeno Josué Anonni.

Em seguida, vêm o Metropolitano (32,8%) e o Criciúma (30,05%), bem pouquinho à frente do Joinville (30,02%). O Guarani, ajudado por avaianos e alvinegros, aparece em quinto, com 29,1%. Esses são os times que estão acima da média geral do campeonato, que é de 25,8%. O Avaí está um pouco abaixo disso, em sexto nesse ranking, com 25,2% de lotação da Ressacada.

Tanto a média do Avaí quanto a geral do campeonato apontam 3/4 de espaços ociosos nos estádios. É muita coisa e desvaloriza o produto.

Relação público/população das cidades

Essa é uma relação curiosa. Se olharmos apenas a média de público do Atlético Hermann Aichinger, é possível que a consideremos muito ruim: 978 pagantes por jogo, apenas a oitava entre 10 clubes. Mas, vejam só, Ibirama tem somente 17,3 mil habitantes. Isso significa que a média de público do Atlético corresponde a 5,6% da população da cidade, disparado o maior índice entre todos os times do estadual. Se conseguissem a mesma proporção, Avaí ou Figueirense teriam 23,6 mil pagantes por partida (o que é impossível, pois as capacidades dos estádios não permitem).

O Criciúma tem uma média de público pagante equivalente a 3,4% da população da cidade, e a Chapecoense, 3%, fazendo a média dos seis jogos em Xanxerê e dois em Chapecó. O Avaí é o quinto, com 1%.

O Avaí costuma estrear bem na Copa BR

É apenas curiosidade, mas já que torcedor se apega a qualquer coisa, não custa: o Avaí costuma estrear bem em Copas do Brasil. Em sete participações foram três vitórias, três empates e só uma derrota, justamente na primeira edição, em 1989. E tem mais: apenas um desses jogos foi na Ressacada.

O Leão entra em campo hoje contra o Volta Redonda defendendo essa invencibilidade de seis estreias seguidas na Copa do Brasil. Que sejam sete!

As estreias do Avaí na Copa do Brasil

1989 – Vitória 2-0 Avaí (única derrota em estreias)

1998 – Avaí 1-1 Atlético Mineiro (única estreia na Ressacada)

1999 – Figueirense 1-2 Avaí

2000 – Caxias 1-1 Avaí

2007 – Rio Branco (PR) 1-1 Avaí

2010 – Ypiranga (RS) 0-3 Avaí

2011 – Vilhena 0-3 Avaí


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