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Reis, “Ro”s, let’s go!

O Avaí tem 27 gols marcados no Chevettão 2013, dos quais 11 foram feitos pelos atacantes (Reis – 4, Rodriguinho – 4, Roberson – 2 e Danilo – 1). Jean Carlos, do Atlético, e Rafael Costa, sozinhos, têm esse mesmo número de gols. O nosso artilheiro ainda é Marquinhos, que não marca desde o penúltimo jogo do turno, contra o Guarani (ou seja, há nove rodadas).

A gente reclama da defesa, mas o ataque também não está lá essas maravilhas. Reis foi muito bem nos primeiros jogos, marcando quatro gols em quatro partidas como titular. Nos três últimos, passou em branco, embora ache que ele cumpra um papel importante no nosso esquema. Já Roberson (que também foi bem nos primeiros jogos) e Rodriguinho ainda não disseram a que vieram. Qual deles deve ser titular? Não sabemos dizer, não é?

Se passarmos para as semifinais, vamos precisar de um ataque mais eficiente para enfrentarmos Criciúma ou Chapecoense (não tem mais Cambura), ainda mais porque, provavelmente, a vantagem do empate não será nossa. Se levarmos um gol, teremos que fazer dois. E quem vai marcá-los? Mais capricho, gurizada, senão o bicampeonato fica difícil.

Gols no Chevettão

Marquinhos – 5

Reis – 4

Rodriguinho – 4

Marrone – 2

Nádson – 2

Roberson – 2

Alê – 1

Danilo – 1

Dinélson – 1

Eduardo Costa – 1

Jéferson Maranhão – 1

Pablo – 1

Paulinho – 1

Ricardinho – 1

Passes para gol

Marquinhos – 3

Reis – 2

Arlan – 1

Jéferson Maranhão – 1

Rodriguinho – 1

Roberson – 1

Cenários

Acho que é isso:

1) Avaí ganha do Camboriú.

a) Classifica-se pelo menos em quarto no geral. Uma exceção: se Criciúma empatar, Figueirense não perder de goleada e Atlético for campeão do returno (teria que fazer seis gols de diferença na Chapecoense). Nesse caso, pasmem, ficaríamos de fora. Mas não vai acontecer.

b) Pode ser campeão do returno se o Atlético não vencer a Chapecoense, o Criciúma perder e o Avaí conseguir tirar 12 gols de desvantagem no saldo em relação o Tigre. Tá, não vai acontecer, mas pode.

c) Pode ser terceiro no geral se o Criciúma perder, o Atlético for campeão do returno e o Figueirense perder para o Juventus (além disso, o Avaí tem que tirar uma desvantagem de sete gols no saldo em relação o Figão). Também não deve acontecer, mas pode.

2) Avaí empata com o Camboriú.

a) Classifica-se em quarto no geral se o Atlético, o Joinville e o Metropolitano não vencerem.

3) Avaí perde para o Camboriú.

a) Classifica-se em quarto no geral se o Atlético e o Joinville não vencerem e, quanto ao Metropolitano: a.1) se o Leão perder por um gol de diferença, o Metrô não pode vencer nem empatar tirando a diferença de cinco gols marcados a mais em favor do Leão (algo como Avaí 0x1 Camboriú e Criciúma 6×6 Metropolitano, o que é improvável); a.2) se o Leão perder por mais de um gol de diferença, o Metropolitano tem que perder.

Blumenau, nós te amamos

Acho que, quando o pessoal do Metropolitano olha a tabela do estadual e vê que tem jogo contra o Avaí nas rodadas finais, já começa a se preocupar. A partida de domingo será a quarta, em cinco campeonatos, decisiva para a classificação dos dois times à etapa seguinte da competição. Em 2009, 2010 e 2012, o Leão eliminou o Metrô sempre na última rodada do segundo turno. Sempre em Blumenau.

No jogo de 2009, os dois disputavam a vaga no quadrangular semifinal. O Metropolitano saiu na frente, mas, com gols de Evando e Leo Gago, viramos e vencemos por 2 a 1. Com o placar, fomos campeões do segundo turno e conquistamos a vaga no quadrangular, junto com Criciúma, Joinville e Chapecoense.

Em 2010, o Avaí repetiu a vitória por 2 a 1 em Blumenau, desta vez com gols de Vandinho e de Leonardo aos 48 minutos do segundo tempo. A derrota tirou o Metropolitano da semifinal do segundo turno e eliminou o time blumenauense do campeonato. Para o Leão, a vitória era fundamental, pois, caso empatasse, perderia a primeira colocação no segundo turno para o Figueirense e disputaria a final dessa etapa na casa deles e tendo que ganhar (o empate seria deles). Como venceu, ficou em primeiro, disputou a semifinal do turno contra o Brusque, ganhou, e fez a final contra o Figão na Ressacada. Empatou por 1 a 1 e foi campeão do segundo turno.

Em 2012, os dois chegaram à última rodada disputando uma vaga na semifinal do campeonato. Mesmo com a empolgação dos blumenauenses, que haviam derrotado o Criciúma fora na rodada anterior, o Avaí fez 5 a 2 em Blumenau e classificou-se para a semifinal, deixando o Metropolitano pelo caminho.

O Avaí não perde para o Metropolitano em Blumenau desde 2007, mesmo se contarmos jogos do time “B” pela Copa Santa Catarina. Foram quatro vitórias e dois empates em seis partidas nesse período. Que as boas vibrações trazidas pelo Estádio do Sesi continuem empurrando o Leão para a vitória!

Média de público: Avaí cresce 25,6%

Gosto de acompanhar a média de público do campeonato e dos times individualmente. Tenho numa planilhinha os públicos pagantes de acordo com os borderôs divulgados pela FCF, rendas etc. Mania de louco. Pois bem, aproveito essa manhã para mostrar a vocês alguns dados. O texto pós-jogo de Volta Redonda x Avaí entra mais tarde, blz? Sigam-me os bons.

Média de público pagante

O Joinville continua na liderança nesse quesito, com 6.726 pagantes por jogo. No entanto, o time do Norte não deve chegar à semifinal e pode (é bem provável) perder a ponta para o Criciúma, que vem com 6.612 pagantes por partida. Briga boa. Com o público do clássico, o Avaí chegou ao terceiro lugar, com 4.416 pagantes em média, ainda bem atrás dos dois tricolores.

A média de público avaiana em 2013 é 25,6% maior que a do ano passado nessa mesma etapa do campeonato (faltando um jogo em casa para o fim da primeira fase). Isso significa exatamente 900 pessoas a mais por jogo, consumindo comida, bebida, estacionamento, produtos da loja etc. A campanha é bem parecida e até um tiquinho pior que a do ano passado: tínhamos um ponto a mais em 2012 (26 contra 25).

A média geral do campeonato é de 2.908 pagantes por partida. Apenas os quatro grandes (o Figueirense é o quarto, com 4.010) estão acima dela. Poderia ser melhor se a Chapecoense não tivesse atuado em Xanxerê em 75% de seus jogos e se o Figão não tivesse aquela partida em Joinville contra o Atlético.

Maior público

Foi o do clássico de domingo, com 10.732 pagantes. O segundo melhor público ocorreu no mesmo dia: 10.312 pagantes para Criciúma 3×0 Joinville. Foram os dois únicos jogos com mais de 10 mil pagantes.

Lotação dos estádios

É difícil de obter com precisão porque as capacidades dos estádios variam conforme a fonte. Busquei no Cadastro Nacional de Estádios da CBF, sites dos clubes e notícias divulgadas na imprensa desde janeiro. Quem tem o melhor percentual de lotação de estádio pelo meu levantamento é a Chapecoense, com 40,1%, ajudada em parte por ter atuado em seis partidas no pequeno Josué Anonni.

Em seguida, vêm o Metropolitano (32,8%) e o Criciúma (30,05%), bem pouquinho à frente do Joinville (30,02%). O Guarani, ajudado por avaianos e alvinegros, aparece em quinto, com 29,1%. Esses são os times que estão acima da média geral do campeonato, que é de 25,8%. O Avaí está um pouco abaixo disso, em sexto nesse ranking, com 25,2% de lotação da Ressacada.

Tanto a média do Avaí quanto a geral do campeonato apontam 3/4 de espaços ociosos nos estádios. É muita coisa e desvaloriza o produto.

Relação público/população das cidades

Essa é uma relação curiosa. Se olharmos apenas a média de público do Atlético Hermann Aichinger, é possível que a consideremos muito ruim: 978 pagantes por jogo, apenas a oitava entre 10 clubes. Mas, vejam só, Ibirama tem somente 17,3 mil habitantes. Isso significa que a média de público do Atlético corresponde a 5,6% da população da cidade, disparado o maior índice entre todos os times do estadual. Se conseguissem a mesma proporção, Avaí ou Figueirense teriam 23,6 mil pagantes por partida (o que é impossível, pois as capacidades dos estádios não permitem).

O Criciúma tem uma média de público pagante equivalente a 3,4% da população da cidade, e a Chapecoense, 3%, fazendo a média dos seis jogos em Xanxerê e dois em Chapecó. O Avaí é o quinto, com 1%.

O Avaí costuma estrear bem na Copa BR

É apenas curiosidade, mas já que torcedor se apega a qualquer coisa, não custa: o Avaí costuma estrear bem em Copas do Brasil. Em sete participações foram três vitórias, três empates e só uma derrota, justamente na primeira edição, em 1989. E tem mais: apenas um desses jogos foi na Ressacada.

O Leão entra em campo hoje contra o Volta Redonda defendendo essa invencibilidade de seis estreias seguidas na Copa do Brasil. Que sejam sete!

As estreias do Avaí na Copa do Brasil

1989 – Vitória 2-0 Avaí (única derrota em estreias)

1998 – Avaí 1-1 Atlético Mineiro (única estreia na Ressacada)

1999 – Figueirense 1-2 Avaí

2000 – Caxias 1-1 Avaí

2007 – Rio Branco (PR) 1-1 Avaí

2010 – Ypiranga (RS) 0-3 Avaí

2011 – Vilhena 0-3 Avaí

O Avaí na Copa do Brasil

– 7 participações (a de 2013 é a oitava)

– 30 jogos

– 9 vitórias

– 12 empates

– 9 derrotas

– 37 gols marcados

– 38 gols sofridos

– Melhor campanha: semifinal em 2011

– Artilheiros: William e Rafael Coelho (ambos em 2011), cinco gols

– Mais jogos: Marcinho Guerreiro (2010 e 2011), 11 jogos

– Treinador com mais jogos: Silas (2011), nove jogos

– Maior vitória: Avaí 4-1 Ipatinga (2011)

– Maior derrota: Atlético Mineiro 5-1 Avaí (1998)

– Times que já eliminou: Figueirense (1999), Rio Branco-PR* (2007), Villa Nova (2007), Ypiranga-RS (2010), Coritiba (2010), Vilhena (2011), Ipatinga (2011), Botafogo (2011) e São Paulo (2011)

– Times que o eliminaram: Vitória (1989), Atlético Mineiro (1998 e 2007), Coritiba (1999), Caxias (2000), Grêmio (2010) e Vasco (2011)

*o Avaí foi eliminado no campo, mas ganhou a vaga porque o time paranaense escalou um jogador irregular.

Comparação com outros catarinenses

O Avaí é o terceiro colocado no ranking catarinense na Copa do Brasil em vários quesitos. Exemplos:

– Participações: a de 2013 será a nossa oitava. Ficamos atrás de Criciúma (13) e Figueirense (12), já contando 2013.

– Jogos, vitórias, gols prós e gols contra. Estamos atrás disso em tudo de Criciúma (99pts., 62j, 29v, 12e, 21d, 99gp, 71gc) e Figueirense (60pts., 47j, 17v, 9e, 21d, 67gp, 75gc).

– Melhor campanha. Fomos semifinalistas em 2011, igual ao Criciúma em 1990. As melhores campanhas são do Criciúma (campeão em 1991) e Figueirense (vice-campeão em 2007).

Nosso desempenho em outras estatísticas:

– Temos o segundo melhor aproveitamento de pontos na Copa do Brasil (43,4%), atrás apenas do Criciúma (53,2%).

– Nosso número de empates é o maior, empatado com o Criciúma (12).

– Nosso saldo de gols, empatado com o Brusque, é o segundo melhor (-1), atrás do Criciúma (+8).

Marquinhos e o clássico

Os alvinegros costumam pegar no pé da avaianada dizendo que o Marquinhos nunca fez gol em clássico. É verdade. O Galego, que tem média aproximada de um gol a cada quatro jogos na carreira, ainda não fez nenhum em 10 clássicos (é o número de clássicos dele que tenho. Se estiver errado, fiquem à vontade para corrigir).

Por outro lado, como mostra vídeo feito pelo Rafael Eleutério, do Minha VidAvaí, de cruzamentos do Marquinhos já saíram cinco gols do Avaí em clássicos. Em 10 jogos, dos quais em dois ele veio do banco, é uma boa média.

O desempenho do Avaí com Marquinhos em clássicos é mediano. Em 1999, ele era um guri de 17 anos e apenas entrou no decorrer de duas partidas. Uma terminou empatada e a outra, com vitória do Figão. Nos outros oito jogos em que ele foi titular, somamos duas vitórias, três empates e três derrotas, pelas minhas contas. Temos o argumento qualitativo de que uma dessas vitórias eliminou o co-irmão do estadual de 2011, com dois gols de cabeça em dois cruzamentos do Galego. Já as vitórias deles não valeram mais que três pontos.

Curiosamente, Marquinhos tem a mesma campanha em clássicos que Adílson Heleno atuando pelo Avaí: 2v, 4e, 4d, números não muito expressivos se comparados aos de alguns dos grandes vultos da história azurra (mais aqui). Hay que relativizar: nada menos que sete (ou 70% do total) desses clássicos foram no Scarpelli, na casa deles. É verdade que, em três jogos na Ressacada, o Galego ainda não venceu, mas é um amostra muito pequena (ele ficou três jogos invicto no Scarpelli, por exemplo).

Marquinhos não é, para o Avaí, apenas mais um bom jogador. Ele é a referência técnica do time atual e, no mínimo, o grande jogador do clube no século XXI (talvez o melhor dos últimos 30 anos, ou o maior da história, como dizem alguns – eu discordo dessa última afirmação). É por isso que se espera tanto dele no clássico. Que ele faça gol, seja decisivo, leve o Avaí a grandes vitórias. Futebol para isso ele tem. Quem sabe amanhã. Talvez saia o tão esperado gol e venha a primeira vitória na Ressacada.

Os clássicos de Marquinhos

03.06.1999 – Figueirense 0-0 Avaí (entrou no decorrer do jogo)

25.07.1999 – Figueirense 2-1 Avaí (entrou no decorrer do jogo)

10.02.2008 – Avaí 0-3 Figueirense

30.03.2008 – Figueirense 0-2 Avaí (o primeiro gol saiu depois de cruzamento de Marquinhos)

05.02.2009 – Figueirense 1-1 Avaí (o gol do Avaí saiu de cruzamento de Marquinhos)

15.03.2009 – Avaí 1-1 Figueirense (o gol do Avaí saiu de cruzamento de Marquinhos)

06.02.2011 – Figueirense 2-2 Avaí

03.04.2011 – Avaí 0-1 Figueirense

24.04.2011 – Figueirense 0-2 Avaí (o Leão eliminou o rival do estadual, com dois gols de cabeça em cruzamentos de Marquinhos)

16.02.2013 – Figueirense 1-0 Avaí