Archive for the 'Chama a mãe que o pai tá doido' Category

Campeão de tudo

Campeão da Copa Santa Catarina e da Série C em 2011.

Campeão catarinense em 2012.

E, agora, campeão do primeiro turno do Campeonato Catarinense em 2013.

Ele é papa-títulos.

Ele é…

Post inspirado em um tweet do Jaison Pereira.

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Foto: apresentação do Jobson no Avaí

Intelijença

Eu gostaria de entender o que andam ensinando nos cursos de Direito, porque a estratégia do Departamento Jurídico do Avaí ontem, no julgamento de Bruno e Nunes, foi fazer os jogadores mentirem e dizer que não houve cusparada, não houve nada. Mas que p*&&$&@ é essa? Se tem imagem mostrando, tem entrevista do Nunes no fim do jogo falando disso, como é que os caras inventam isso? Ah, vá…

Segundo reportagem do FutebolSC, o fato de Bruno e Nunes mentirem no depoimento irritou os auditores do TJD e pesou para a pena de 8 jogos de suspensão para o primeiro e 6 jogos para o segundo.

Achei que tivessem aprendido alguma coisa com aquela história dos ingressos ano passado. Aquela custou R$ 10 mil aos cofres do clube. A de agora, a suspensão de dois titulares. Até quando, hein?

Em tempo: achei exagerada a punição do TJD aos dois. Oito jogos, no caso do Bruno, é quase metade do campeonato. Foi uma discussão entre colegas de time, com agressões leves, ok, mas não passou disso, ninguém se feriu, ninguém morreu, e no fim do jogo todo mundo pediu desculpas. Se o Bruno pegou oito jogos por cuspir num companheiro de time, não imagino outra punição ao Souza, da Chapecoense, que não seja ser banido do futebol.

A boleirocracia

A República Boleirocrática da Ressacada é um pequeno país localizado ao Sul do Brasil, fazendo fronteira com os Estados Unidos da Bergerlândia. Tão pequeno que não tem nem população residente, apenas 200 a 300 funcionários (o número vareia ao longo do ano), incluindo o contingente militar. A economia baseia-se na indústria bélica e no turismo acadêmico – cientistas sociais e políticos abarrotam todos os dias o Aeroporto Hercílio Luz, ávidos por conhecer, estudar e tentar entender in loco tão curioso país e o regime de governo adotado por lá: a boleirocracia.

A boleirocracia é um regime de governo bastante diferente do que estamos acostumados. Há um presidente, eleito pelo parlamento, que, por sua vez, é eleito por ressacadianos nativos, mas que não moram lá (a Ressacada não tem habitantes, como disse), mas na vizinha Bergerlândia ou em outras regiões da República Bávara do Sul, conhecida pela sigla RBS, e têm autorização para frequentar a República Boleirocrática da Ressacada uma vez por semana, por meio do pagamento de uma taxa. O presidente, como acontece em outros regimes, é quem nomeia os ministros e secretários.

O que mais chama atenção na boleirocracia é o caráter bélico que esse regime possui. Os soldados são os grandes heróis da pátria. Os ressacadianos são muito orgulhosos de seus “guerreiros”, idolatram-nos, fazem canções e monumentos em homenagem a eles. A verdade é que a República Boleirocrática da Ressacada vive em guerra com seus vizinhos e até com nações distantes, das quais seus nativos nunca ouviram falar antes. Quase toda semana o país envolve-se em uma nova batalha, às vezes até duas. Além do exército profissional, pago com soldos bastante altos – disparados os mais altos entre todos os funcionários do governo -, mantém batalhões de jovens futuros soldados, divididos em faixas etárias, que são lançados aos poucos nas batalhas.

Tanto belicismo justifica a cobrança que os ressacadianos têm sobre o cargo de marechal. Basta perder duas ou três batalhas que o marechal já balança no cargo (o presidente tem poder para retirar a patente do marechal e expulsá-lo do exército). Na República Boleirocrática da Ressacada, já passaram seis marechais pelo comando do exército nos últimos 20 meses. Tudo porque os resultados das batalhas nesse período têm sido desastrosos.

Aí é que entra o fato que deixa os cientistas sociais e políticos maravilhados com a boleirocracia: nesse regime de governo, são os soldados que, de fato, comandam o exército – e, na prática, o país, que vive das guerras! – e não o presidente, o ministro, o parlamento ou a população expatriada. Se os soldados não gostam do marechal, eles podem perder batalhas de propósito para derrubar o chefe do posto. Tem soldado que erra tiro de propósito (só não dá tiro contra o próprio batalhão, porque isso seria considerado trairagem), outro que se movimenta para a direita quando era para ir para a esquerda, ou aquele que bate em retirada quando a ordem superior era para avançar.

E isso é visto pelos ressacadianos como normal. Os soldados fazem assim, é assim, sempre vai ser assim, o marechal que pague o pato. Os soldados são guerreiros, não devem ser questionados. Se o país perde batalhas, gasta dinheiro com guerras perdidas, tem que indenizar os marechais, isso não tem importância. Na boleirocracia, é o soldado quem manda. O resto obedece e aplaude. E ponto final.

Alguém me explica, por favor

Reportagem especial: Punição exemplar

Da Redação

Desterrópolis, 22/02 – O Mini-Estéril Público de Santa Cata-Linha (MPSACAL) puniu com suspensão de três meses dos estádios de futebol a Torcida Desorganizada Manga Azul, do Açaí, por atos de violência e vandalismo em jogos do Campeonato Catalinhense. A medida foi tomada com base no Estatuto do Torcedor, que prevê punição para casos como esse. A torcida desorganizada é formada por camisas, bermudas, bonés e faixas, popularmente conhecidos como “tecidos”, da mais alta periculosidade – muitos deles com várias passagens pela polícia. A punição começa a valer na partida desta noite, contra o Bolshoiville.

Elemento da mais alta periculosidade, que costuma causar baderna nos estádios de futebol.

Os casos mais recentes de violência e vandalismo envolvendo a Manga Azul ocorreram em Xá-Pecó-Xá-Xim-Enton-Fá-Xinal, no início do ano, antes do jogo contra a Xapecoxaximentonfaxinalense. Segundo testemunhas, camisas regatas integrantes da torcida desorganizada causaram o terror nas ruas de Xá-Pecó-Xá-Xim-Enton-Fá-Xinal e entraram em confronto com integrantes da torcida Calça Verde, da Xapecoxaximentonfaxinalense. Houve registro de gravatas e surras de cinto aplicadas pelos componentes da desorganizada desterropolitana.

Duas camisetas, integrantes da Calça Verde, foram feridas com rasgos na altura do colarinho, mas já receberam alta da Costuraria Regional do Oeste.

– Tivemos que fazer remendos de alta complexidade, dada a gravidade dos rasgos, provavelmente causados por golpes de agulha de crochê – explica a costureira Alfa Iatti, que atendeu os feridos.

Com a punição aplicada pelo MPSACAL, os integrantes da Manga Azul ficam proibidos de frequentar qualquer estádio de Santa Cata Linha durante três meses. Para Réno Kibbi, torcedor do Brocolense, rival do Açaí, a punição vai significar a paz nos estádios.

– Esses tecidos são uns marginais, uns bandidos. No último clássico, vários deles cercaram o ônibus da nossa torcida e atiraram botões nas janelas. Um deles acertou uma mulher na minha frente!

Imagens fortes de uma briga entre tecidos integrantes de torcidas desorganizadas.

Líder um torcida organizada de humanos do clube Milimetropolitano, de Oktobernau, Kúdin Krenka também concorda com a punição aos tecidos.

– Os tecidos são violentos, vivem fazendo baderna, são uma ameaça à segurança das pessoas. Nós, da Guerreiros do Esquadrão do Terror Alviverde, repudiamos atos de violência.

Para o presidente da Federação Catalinhense de Futebol, Daquinin Ghen Mitira, a punição à Manga Azul vai ajudar a diminuir a violência no futebol do estado.

– Já tivemos uma diminuição de 0,023% nos casos de violência em jogos realizados em 29 de fevereiro com eclipse lunar depois que proibimos a venda de cerveja nos estádios. Agora, proibindo os tecidos de frequentarem os estádios, acho que vamos conseguir acabar com os problemas.

Chefe do Departamento de Administração Prisional de Santa Cata-Linha (DAPSACAL), Elisprenden Eussólto acha a punição acertada, mas ressalta que é preciso investir na construção de mais guarda-roupas para receber tecidos que cometem atos de violência no futebol.

– Nossos cabides já estão cheios. Não temos como abrigar os tecidos presos por causa do futebol.

A polícia catalinhense encontrou imagens desta jaqueta, integrante de uma desorganizada e elemento de alta periculosidade, portando uma granada. Se a vir, ligue para 234-5678.

A violência das torcidas desorganizadas compostas por tecidos atingiu um nível tão grande que o próprio presidente do Açaí, Kalladoé Umpoetta, não vê saída a não ser medidas drásticas.

– Teremos que disputar clássicos com torcida única ou sem a presença de tecidos nos estádio. Ou seja, pra acabar com a violência, a saída é: todo mundo nu.

O MPSACAL promete ser linha dura com as torcidas desorganizadas de tecidos. A Bermudões Alvinegros, do Brocolense, e a Roupão Tricolor, do Bolshoiville, estão na mira do órgão.

Fora da lei

Mais uma vez, o Campeonato Brasileiro de 2011 volta a memória do Avaí de uma forma negativa. Lembrando ainda dos resquícios do rebaixamento, nesta segunda-feira, dia 23 de janeiro, o clube catarinense foi julgado pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e terá de desembolsar dos cofres um total de R$ 10 mil, decretado por maioria de votos.

A Terceira Comissão Disciplinar avaliou o processo no qual o Avaí estava sendo indiciado por uma diferenciação na cobrança dos preços dos ingressos. Para os seus torcedores, o valor pedido era um, enquanto que para os bilhetes dos adversários, o custo era outro para os adeptos. Ao saber de tal manipulação, deu-se início a um Inquérito Civil Público, no qual Ministério Público Federal de Santa Catarina deixou a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) a par da situação.
Por burlar o Estatuto do Torcedor, indo contra os interesses do público, o clube foi denunciado no artigo 191, inciso I, do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), por “deixar de cumprir, ou dificultar o cumprimento de obrigação legal”. Pela Terceira Comissão Disciplinar, o relator Raphael Domenech proferiu o seu voto, com a multa de R$ 10 mil, e foi acompanhado pelos demais auditores, menos o auditor Nicolau Constantino, que preferiu apenar o clube em R$ 1 mil.
Antes disto, o advogado Renato Brito Neto fez a defesa do clube, dizendo que “o clube fez uma promoção de ingressos, que é algo permitido. Mas, na hora da distribuição, alguns torcedores foram beneficiados e ficaram no mesmo lugar destinado aos visitantes. O Avaí foi notificado e cumpriu suas obrigações, ressarcindo os torcedores lesados, com a devolução do dinheiro. Dessa forma, com o cumprimento do clube, peço a absolvição no caso”. Mesmo assim, ele não conseguiu convencer os advogados que compuseram a Comissão Disciplinar da inocência do Avaí no mérito da questão.
Reportagem de Tiago Viana no site Justiça Desportiva
Em tempo: nas redes sociais, eu e muitos outros comentamos na época sobre a ilegalidade e imoralidade dessa prática. Tem pessoas, daquelas com um nível bem baixo, que acham que tem que ser assim mesmo, tem que ferrar com os visitantes e explorá-los, ainda mais se for a torcida do Figueirense, essas coisas. De minha parte, só posso dizer que o Avaí (infelizmente, é o clube que paga pelas cagadas de seus dirigentes) recebe uma justíssima punição. Que sirva de lição. Não sei se cabe recurso.

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