Raio-x do público do Chevettão 2013

Passadas 10 rodadas do Chevettão 2013 (a 11ª rodada foi aberta ontem com duas partidas, mas os números deste post não as incluem), a média de público está em 2.932 pagantes por jogo. Ainda abaixo da média final da primeira fase do ano passado, que ficou em aproximadamente 3,4 mil pagantes por partida. Com a aproximação dos confrontos decisivos, a tendência é de que a presença de público nos estádios catarinenses aumente.

É uma média razoável, levando em conta que esse campeonato já teve ameaça de jogos com portões fechados na primeira rodada, trave caindo na cabeça de jogador, jogo da TV sendo cancelado em cima da hora, clube divulgando nota pedindo para o seu torcedor não ir ao estádio, outro clube ameaçando diversas vezes abandonar a competição e por aí vai. O Chevettão 2013 está cheio de efemérides nada atrativas ao torcedor e que não ocorreram ano passado.

Ah, também é preciso destacar que a Chapecoense disputou todas suas partidas em um estádio com capacidade para apenas 3.756 pessoas. Se estivesse com essa campanha e atuando no Índio Condá, certamente o time do Oeste ajudaria a elevar a média de público do Chevettão 2013.

Média por clube

A maior média de público pagante é do Joinville – 7.060 por jogo. Em seguida, vêm o Criciúma (6.545) e o Figueirense (4.920). O Avaí é o quarto, com 3.961 pagantes por jogo.

Na rabeira desse quesito, estão Camboriú (608), Atlético (835) e Guarani (1.141).

mediadepublico

Maiores e menores públicos

O maior público pagante do Chevettão 2013 até a 10ª rodada foi registrado em Figueirense 1×0 Avaí (9.746). Um pouquinho a mais que o segundo melhor público, o de Joinville 4×3 Criciúma (9.567). Ocorreu também na Manchester Catarinense o terceiro maior público pagante do campeonato, em Joinville 1×2 Chapecoense (8.893).

O maior público pagante na Ressacada foi o de Avaí 1×0 Atlético (5.016).

Os menores públicos pagantes ocorreram em Guarani 0x1 Juventus (226), Guarani 1×0 Camboriú (268) e Camboriú 0x1 Criciúma (286).

Lotação dos estádios

Essa é uma estatística difícil de fazer, pois as capacidades exatas dos estádios é complicado de obter. Fui pelo Cadastro Nacional de Estádios de Futebol da CBF e por notícias divulgadas na imprensa. Teve um dado que me surpreendeu: segundo a CBF, cabem 6 mil pessoas no Estádio Hermann Aichinger, em Ibirama. Bom, dizem que 6.022 foi o maior público já registrado lá, na final do Catarinense de 2005, contra o Criciúma. Vamos acreditar.

Com os dados que obtive, a lotação média dos estádios do Chevettão 2013 é de 27,5%. Não surpreende que a Chapecoense, fazendo uma grande campanha e atuando em um estádio com baixa capacidade, tenha o maior percentual de lotação: 56,6%. Na sequência, esse sim uma surpresa: Guarani, com 38%.

Isso se explica pelo fato de o Bugre já ter enfrentado Avaí e Figueirense no Renato Silveira. Essas duas partidas foram responsáveis por 89% do público do estádio, contra 11% das partidas contra Camboriú e Juventus. A tendência é de a lotação do Renato Silveira cair bruscamente no segundo turno.

Em terceiro lugar no quesito “lotação do estádio” está o Metropolitano (36,1%). O Avaí é apenas o sétimo, com 22,6%. Atrás do Leão, estão Juventus (20,6%), Camboriú (17,4%) e Atlético (13,9%).

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Relação entre público no estádio e população da cidade

Temos em Santa Catarina times com torcidas regionais (os grandes) e outros que mal movimentam suas cidades. Mas, para curiosidade, fiz a relação entre público presente no estádio e a população da cidade-sede do clube em questão. Cheguei à conclusão de que o Atlético lidera esse ranking: a média de público do clube corresponde a 4,82% da população de Ibirama (coincidentemente, ou não, o menor município do Chevettão 2013).

A Chapecoense fica bem pertinho, conseguindo arrastar ao Josué Anonni um público equivalente a 4,81% da população de Xanxerê (segundo menor município do Chevettão 2013…). E o Criciúma leva ao Heriberto Hülse público que equivale a 3,4% da população da Capital do Carvão.

O Avaí é apenas o oitavo nesse quesito. A média de pagantes na Ressacada corresponde a 0,9% da população de Florianópolis. Atrás do Leão, apenas Guarani (0,8%) e Metropolitano (0,5%).

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Arrecadação bruta

Antes de falar em arrecadação, é preciso ressaltar que esse é um dado distorcido. Os clubes – todos, provavelmente em acordo com a Federação Catarinense de Futebol – consideram no borderô que cada sócio “pagou” R$ 10 para ir ao jogo. No entanto, um sócio do setor A da Ressacada paga R$ 90 por mês e, em dois meses, só ocorreram quatro partidas do Avaí em casa. Ou seja, ele “pagou”, em média, R$ 45 por partida, mas no borderô, vai apenas R$ 10. Essa é a distorção.

Dito isso, vamos lá. Oficialmente, o Joinville é o clube que mais arrecada em média de renda bruta, com R$ 92.715,00 por jogo. Na sequência, vêm Criciúma (R$ 79.983,75) e Figueirense (R$ 71.850,00). O Avaí é o quarto (R$ 50.565,00).

As piores arrecadações brutas são as de Camboriú (R$ 7.354,16 por jogo), Atlético (R$ 10.867,91) e Guarani (R$ 18.037,50).

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Arrecadação líquida e perda

Do total declarado nos borderôs (lembrem a distorção), quase 40% (para ser exato, 39,7%) não ficam com os clubes. Federação, arbitragem, polícia militar e outros penduricalhos (aluguel do campo, em alguns casos) que aparecem no borderô sugam a grana das equipes, em níveis diferentes. Quem mais sofre são os clubes com menor média de renda bruta.

Nada menos que 76,8% da renda bruta declarada em borderô do Camboriú não fica com o clube. Também sofrem bastante com isso o Atlético (72,3% de perda) e a Chapecoense (54,8%).

Os clubes que têm rendas brutas mais altas e estádio próprio são os que menos perdem, percentualmente falando. São os casos de Criciúma (28,1% de perda), Figueirense (29,7%) e Avaí (39,5%).

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Curiosidade: a Federação fica com 10% da renda de todos os jogos, o que, até o momento, equivale a R$ 3.716,82 por partida. A FCF tem a terceira maior arrecadação líquida de bilheteria do Chevettão 2013, com R$ 185.841,25, atrás apenas de Figueirense (R$ 302.932,36), Joinville (R$ 274.960,21) e Criciúma (R$ 230.152,27). A do Avaí é a quarta maior entre os clubes – quinta, se incluirmos a Federação -, com R$ 122.449,80.

Isso ajuda a explicar a continuidade e cada vez maior peso que os estaduais têm no calendário futebolístico brasileiro: quanto mais jogos, mais as federações ganham. Elas nunca saem perdendo. Os clubes ainda têm que descontar da bilheteria arbitragem, seguro para os árbitros e rubricas como “Remuneração Quadro Móvel Federação” e “INSS s/ Quadro Móvel Federação”.

Mesmo com a distorção provocada pelo “valor do sócio” a Federação certamente arrecada mais com bilheteria que clubes como Camboriú, Atlético e Guarani. Estadual é mesmo um “negocião” – menos para os clubes.

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