Obrigado, chuva

Bendita chuva, que me poupou de, pelo segundo ano seguido, ver o Avaí tomar uma virada em Ibirama depois de abrir dois gols de vantagem. Eu iria ao jogo, mas saí de casa bem na hora em que caiu o dilúvio. Sem enxergar um palmo à frente do carro enquanto passávamos pela ponte, minha esposa Magda, que dirigia enquanto eu tentava ler um livro para o meu mestrado (sim, eu ia estudar no caminho, hehe), decidiu parar ali no Estreito, na entrada de um prédio que fica perto da Ponte Hercílio Luz. Fez certo. Tinha fila na Via Expressa, a cidade tava toda alagada e nosso Golzinho 1.0 é tão baixo, mas tão baixo, que é capaz de encalhar até em poça d’água.

Ficamos 45 minutos esperando a chuva diminuir. Eram já 14h30 quando tentamos passar pelo Estreito, mas a Fúlvio Aducci estava alagada na altura da esquina com a Aracy Vaz Callado. Entramos numa transversal, esperamos mais uns 15 minutos até a água baixar. Já umas 14h45, decidimos não ir. Iríamos pegar aquela chuvarada na estrada e teríamos que dar a sorte de não pegar nenhum acidente ou problema até Ibirama (220km, metade deles pela terrível BR-470) para chegar a tempo do jogo. Ou seja, muito risco, e a viagem que deveria ser uma diversão, iria virar um estresse. Melhor não ter ido.

Claro que fiquei puto, pois gosto de acompanhar o Avaí nos jogos fora sempre que posso e em 2013 ainda não consegui sair da Grande Florianópolis (jogos fora só vi contra Figueirense e Guarani). A certa altura do jogo, quando vencíamos por 3 a 1, então, minha indignação com a chuva atingiu índices altíssimos. No final do jogo, porém, agradeci a São Pedro (não que eu acredite que ele exista) por ter me poupado de ver meu time tomar três gols do Atlético de Ibirama em 15 minutos e perder por 4×3 um jogo que vencia por 3×1.

Já me basta o ano passado, quando vencíamos por 2 a 0 e deixamos eles ganharem por 3 a 2. Claro que me divirto com futebol, temos amigos em Ibirama que revimos no dia do jogo, tomamos chope na praça que uma ONG que cuida de animais de rua estava vendendo, mas, puerra, aqueles 220km tarde da noite (chegamos 0h30 em casa), de cabeça inchada, foram dose pra mamute. Obrigado, chuva.

Sobre o jogo em si, o que posso dizer é que nossa defesa ainda está muito mal posicionada e entrosada (a cada jogo, mudam dois ou três nomes), que Paulinho é ruim de marcação e que até gostei do esquema com três meias, sendo dois abertos (Nádson e Maranhão). O ataque não foi o problema, tanto que marcamos três vezes. Roberson também agradou – pelo menos tem cacoete de atacante. Mas falta muita qualidade no time como um todo. É um time apenas mediano, que não deve brigar contra rebaixamento, mas para classificar-se à semifinal vai ter que se esforçar muito.

E Sérgio Soares caiu. Uma pena, pois gostaria de ver o Avaí ter um trabalho de longo prazo como foi o do Silas em 2008-2009. Mas, de fato, nessas 10 partidas vimos muito pouco de melhora no time. Espero que o próximo treinador consiga fazer algo, como, hmm, um milagre tipo o de Hémerson Maria em 2012. Tá fácil?

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1 Response to “Obrigado, chuva”


  1. 1 George 11 de março de 2013 às 12:49

    Fala amigo. Concordo contigo na intenção de ver trabalho de longo prazo com o treinador. Enquanto isso não chega, o ideal é proibir o novo técnico de trazer seus 4, 5 atletas de “fiança”, como diria minha saudosa avó.
    Abraço.


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