Nunca muda

A dispensa de Adriano Chuva, contratado há cerca de três semanas, agradou a 9,5 entre 10 avaianos. Esse “0,5” sou eu, que, por um lado, vejo nesse ato um reconhecimento e correção do que diretoria e torcida consideraram um erro, mas, por outro, fico estupefato em ver que o método “tentativa-e-erro” ainda impera na política de contratações de um clube de parcos recursos como o Avaí. Seria muito bonito se dinheiro desse em árvore.

O discurso era de que 2013 seria um ano com elenco mais modesto e aposta nas categorias de base. Isso acontece, em parte. Vindos da base, há somente dois jogadores que têm atuado com frequência (Alef e Marrone). E o elenco é modesto mesmo, mas não por falta de contratações.

Já foram 14 contratados até o momento, o que dá mais que um time inteiro. Desses, quantos mostraram qualidade? Será que muitos desses não poderiam ser substituídos por guris da base? Se falta dinheiro, não entendo por que trazer 14 jogadores, dos quais pelo menos 10 são “apostas” (tire dessa lista Diego, Marquinhos, Eduardo Costa e mais um de tua preferência). Aposta por aposta, a base está aí à disposição e é bem mais barata.

Claro que mesmo boas contratações podem dar errado. Estão frescos na nossa memória os casos de Nunes e Ricardo Jesus, contratações muito bem feitas pela diretoria, mas que simplesmente não jogaram nada aqui. Posso citar também Fábio Santos, artilheiro do Paulista de 2011 e que deve ter feito, sei lá, um gol pelo Leão (na estreia contra o Atlético Mineiro, em 2011. Eu tava lá).

Acontece, é do futebol. Também houve os Émersons da vida, que vieram da reserva de um Sertãozinho e acabaram jogando muito no Avaí.

Mas te diria que pra cada Nunes, há uns três Lincolns, Marquinhos e Cléber Santana, jogadores daqueles que confirmaram em campo o que se esperava deles. E pra cada Émerson, há uns três Didis, Dirceus e Romanos, apostas, desconhecidos, que ninguém nunca viu em lugar nenhum, e que, como esperado, não jogaram nada.

E o Avaí volta ao mercado para tentar mais “reforços”. Já trouxe CATORZE pro estadual e ainda não reforçou o elenco. Não muda nunca.

Os 14 contratados

Diego (G), Gustavo (LD), Alex Lima (Z), Pablo (Z), Paulinho (LE), Alê (V), Eduardo Costa (V), Ricardinho (V), Marquinhos (M), Nádson (M), Adriano Chuva (A), Danilo (A), Roberson (A), Rodriguinho (A)

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3 Responses to “Nunca muda”


  1. 1 Rafael Xavier dos Passos 7 de março de 2013 às 11:29

    Assino embaixo. Contudo, Felipe, esse teu texto só comprova que no futebol há muito mais coisas entre o campo e a torcida do que pode crer a nossa vã filosofia.

    Como pode eu, você, grande parte da torcida, alguns membros da imprensa constatarmos isso, visto que somos apenas espectadores, e os profissionais do futebol não?

    É por que tem muita gente por trás ganhando. Falam que os jogadores pedem altos salários, mas ao invés de trazerem um bom ganhando 80 mil, trazem 5 ruins ganhando 30 cada.

  2. 2 Marcelo Alves 8 de março de 2013 às 11:49

    Perfeito Rafael ! Somente os tansos e os espertos nao enxergam e ou nao querem enxergar isso.
    Tansos ou oportunistas ! É um, ou é outro !

    Marcelo Alves

  3. 3 felipefbs 10 de março de 2013 às 15:34

    Pode ser por isso, meus caros, mas, até prova em contrário, é apenas incompetência.


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