Arquivo para fevereiro \28\UTC 2013

Continua ruim

Foi legal a reação do nosso time no jogo de ontem contra o Guarani. Virar o primeiro tempo perdendo por 3 a 0 e buscar o empate no segundo tempo, com gol no final, mostra que a equipe teve brios e vontade no segundo tempo. Para nós, torcedores, que fomos ao Renato Silveira (eu fui. E não tinha maruim, veja só) ou assistimos pelo rádio, TV ou internet , foi emocionante e, aliás, não lembro qual foi a última vez que o Avaí fez isso (buscar um empate depois de estar perdendo por 3 a 0). No entanto, o resultado em si não foi bom.

Permanecemos em sétimo lugar, com nove pontos. Embora seja apenas três pontos a menos que o quarto colocado, não entraríamos no G4 mesmo que tirássemos essa diferença, pois perderíamos no critério de vitórias. Só vencemos duas partidas até agora, em casa e apertadinhas: 1 a 0 no Atlético de Ibirama e 2 a 1 no Juventus.

No geral, o que vimos ontem em Palhoça foi mais do mesmo. Um time bagunçado, sem jogadas a não ser chuveirinho da intermediária e um centroavante pesado e, até agora, muito fraco. No segundo tempo, melhorou um pouco com a saída de Chuva. O time teve mais movimentação no ataque, embora Rodriguinho jogasse quase como centroavante, que não é a dele. Mesmo Danilo apanhando da bola e rabando na hora de fazer uma tabelinha, ainda é melhor que o pesadão Chuva. Interessante também ver Jéferson Maranhão atuando mais recuado, quase um volante, já que o Guarani não atacava. Foi melhor que como meia.

E pior que os seis gols saíram justamente nesse lado em que tinha um poste atrapalhando nossa visão.

Mesmo assim, a impressão que se tem é que os jogadores do Avaí conheceram-se ontem, apesar de estarmos quase em março e de já terem disputado oito partidas. Pode ser porque o time tem mudado bastante, seja por lesões, opção do treinador ou jogadores contratados depois do início do campeonato. Um pouco mais de continuidade, principalmente na zaga (Pablo? Alef? Alex? Luiz Matheus? Quem serão os titulares? Hoje temos a segunda defesa mais vazada), vai ajudar bastante, creio.

Há cobrança por reforços. Pelo que vi no site do Avaí, seção “Elenco”, 13 dos 30 jogadores listados foram contratados nesta temporada, incluindo o “recontratado” Diego. É quase metade e um número grande, se lembrarmos que o discurso era o de apostar na base. Quantos desses contratados agradaram? Diego, Marquinhos e… quem mais? Se for pra trazer mais uns dois ou três “reforços”, beleza. Mais contratações iguais à maioria das feitas até agora, é só pra inchar a folha. Se for esse o caso, melhor apostar de fato na base.

Não tenho muitas esperanças neste estadual, depois de ver o que o Avaí rendeu até agora. “Ah, mas ano passado também…”. Sim, ano passado, a arrancada na reta final é que definiu nossa classificação, mas chegamos a ter cinco vitórias nos primeiros seis jogos, lembram? No final do turno do ano passado, terminamos com 15 pontos. Em 2013, só podemos chegar a 12. Não quer dizer que é impossível classificar, mas estou acreditando cada vez menos. Pode ser que o meu time me surpreenda novamente. Vamos ver.

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Um dos piores investimentos

Ainda não tive tempo pra escrever sobre o jogo de ontem. Fui a Palhoça e cheguei tarde em casa.

Dinélson foi talvez um dos piores investimentos da história do Avaí. Veio numa época (2009) em que o Leão contratava jogadores, digamos, bichados, a custo baixo e tentava recuperá-los. Deu muito certo com Leo Gago, deu certo até certa época com Marcinho Guerreiro, mas, com Dinélson, não, nunca deu certo.

Suspeito que Dinélson tenha disputado, desde 2009, mais jogos pelo Paraná e pelo Daegu (Coréia do Sul), clubes para o qual foi emprestado, que pelo Avaí. A única fonte que encontrei não tão segura assim: Wikipédia. A enciclopédia livre (de conteúdo, às vezes) diz que o meia fez, nesse período, 26 jogos pelo Daegu, 18 pelo Paraná e 14 pelo Avaí. Podem não ser bem esses os números, mas não está muito longe da verdade.

Dinélson deixa a Ressacada depois de quatro anos e sem um jogo, um lance, um momento digno de nota, sem nunca ter sido o jogador que disseram que poderia ser.

Participe!

Amanhã (28) é o último dia para que torcedores avaianos possam enviar propostas para a comissão que organiza a reforma do Estatuto do Avaí.  O endereço para envio é o estatuto@avai.com.br.

Para saber mais, veja nota do presidente da comissão, conselheiro Alessandro Balbi Abreu, e um texto que fizemos para o site da Conselharia Azurra sobre o tema. Não deixe de participar. É importante para o futuro do nosso clube.

Podes acessar o estatuto atualmente em vigor – e que será reformado – clicando aqui.

Batalhas dos aflitos

Não sei se notaram, mas a classificação do Campeonato Catarinense neste momento é a seguinte:

7º Atlético de Ibirama

8º Avaí

9º Camboriú

10º Guarani

E adivinhem quem são nossos próximos três adversários? Ah, pois é… Pela ordem, Guarani, Camboriú e Atlético de Ibirama. Todos fora de casa. Que coisa, hein?

Mas não vejamos isso como problema e sim como oportunidade. Desses quatro que ocupam a rabeira da competição, só nós é que, pela história, tradição e poder econômico, não deveríamos estar ali. Então, são três jogos contra as equipes mais fracas do campeonato até o momento. Chance de somarmos muitos pontos, sairmos dessa incômoda oitava colocação e voltarmos a brigar lá em cima, que é o nosso lugar.

A começar por logo mais, em Palhoça, que é fora de casa, mas não é. Seremos maioria no Renato Silveira. Eu vou, claro. Aliás, enquanto lês este texto, já devo estar a caminho de Palhocity. Urra, Leão!

O segundo sempre é melhor

Faltando poucas horas para a Batalha da Palhoça, partida decisiva contra o rebaixamento no Campeonato Catarinense (tá, tô exagerando), vamos a alguns dados que nos dão esperança de dias melhores neste estadual. A verdade é que, desde 2007, quando o hoje mundialmente famoso Chevettão começou a ter esse formato de turno e returno, o Avaí sempre, mas sempre mesmo, foi melhor no segundo turno que no primeiro.

Nos campeonatos de 2007 a 2012, o Avaí somou 52,77% dos pontos disputados nos primeiros turnos (95, de um total de 180 disputados). Já nos segundos turnos, o aproveitamento sobe bastante, para 70,96% (132, de 186 possíveis). Chegamos a dobrar o aproveitamento de um turno para outro em 2007 (de 36,36% para 72,72%). Em 2013, nosso aproveitamento no primeiro turno, até o momento, é de meros 38,09%.

Buenas, nesse período, o Avaí conquistou três títulos (2009, 2010 e 2012), chegou uma em vez terceiro lugar (2008) e duas em quarto lugar (2007 e 2011). Não dá pra dizer que a estratégia e o planejamento de fazer um primeiro turno ruim e entrar raigando tudo na segunda parte do campeonato esteja dando errado dentro de campo, apesar dos reflexos que ela tem fora de campo, nas contas do clube (contratações, dispensa de treinador, multas rescisórias etc.). Mas, se ganha o título, quem se importa, não é?

Aproveitamentos nos dois turnos, ano a ano

*semifinais e finais de turno (2010 e 2011) entram na conta. 

2007 

Primeiro – 36,36%

Segundo – 72,72%

2008

Primeiro – 66,66%

Segundo – 72,72%

2009

Primeiro – 48,14%

Segundo – 81,48%

2010

Primeiro – 66,66%

Segundo – 69,69%

2011

Primeiro – 40,74%

Segundo – 60,60%

2012

Primeiro – 55,55%

Segundo – 62,96%

Continuidade

Não há muito mistério para essa campanha quase perfeita da Chapecoense no primeiro turno (87,5% dos pontos conquistados). O time do Oeste manteve grande parte da boa equipe que subiu para a Série B no ano passado e trouxe alguns reforços pontuais. Tudo isso tendo metade, ou menos que isso, do orçamento do Avaí.

Dos 11 titulares que entraram em campo na vitória por 5 a 2 contra o Guarani, sete já estavam na Chapecoense no ano passado, incluindo destaques do time do acesso, como Athos, Neném e Rodrigo Gral. O treinador também é o mesmo: Gilmar dal Pozzo.

Foi assim, mudando pouco e mantendo seus melhores jogadores, que a Chapecoense conquistou o primeiro turno com uma rodada de antecedência, abrindo cinco pontos de vantagem para o Figueirense, 10 para o Joinville e Criciúma e 13 para o Avaí, que tem um jogo a menos. Uma receita mais velha que andar para a frente, mas que nem todo mundo aprendeu.

Campeão de tudo

Campeão da Copa Santa Catarina e da Série C em 2011.

Campeão catarinense em 2012.

E, agora, campeão do primeiro turno do Campeonato Catarinense em 2013.

Ele é papa-títulos.

Ele é…

Post inspirado em um tweet do Jaison Pereira.


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