Arquivo para novembro \28\UTC 2012

Os “professô” de 2012

Em 2012, o Avaí continuou com as frituras de professores: foram três durante toda a temporada, mantendo a média de um a cada quatro meses. Começamos com Mauro Ovelha, o Rei Midas do futebol catarinense (desde 2009 um time que ele dirigiu sempre chegou à final do estadual), passamos pela revelação da casamata Hémerson Maria e terminamos com o treinador com sobrenome-palavrão Argel Fucks. Vamos, então, aos números e curiosidades das passagens dos três pelo Carianos.

MAURO OVELHA

14 jogos

7 vitórias

1 empate

6 derrotas

52,38% de aproveitamento

20 gols pró

15 gols contra

– Mauro Ovelha teve o maior percentual de derrotas (42,85%) e o menor de empates (7,14%) entre os treinadores do Avaí no ano.

– Foi também do treinador-ovino o menor aproveitamento de pontos entre os três.

– Com Ovelha, o Avaí teve sua maior sequência sem vitórias: quatro jogos, com um empate e três derrotas contra Figueirense, Joinville, Metropolitano e Chapecoense.

– Mas, calma, nem tudo foi pior na gestão Ovelha.

– No período em que foi treinado por Ovelha, o Avaí sofreu, em média, 1,071 gol por jogo. É a menor média entre os três treinadores, um pouquinho mais baixa que a do Argel (1,076).

– Também com Mauro Ovelha o Avaí teve sua maior sequência de vitórias na temporada: cinco, contra Criciúma (3×2), Atlético Hermann Aichiner (2×1), Brusque (1×0), Camboriú (3×0) e Marcílio Dias (5×2).

– A maior vitória do Avaí como visitante nesta temporada ocorreu na gestão Ovelha: 5×2 no Marcílio Dias em Itajaí, maior vitória sob o comando do treinador.

– A maior derrota da gestão Ovelha foi 0x3 contra o Joinville.

HÉMERSON MARIA

33 jogos

17 vitórias

6 empates

10 derrotas

57,57% de aproveitamento

51 gols marcados

36 gols sofridos

Buenas, foi recordista em quase tudo: jogos, vitórias, empates, derrotas, aproveitamento de pontos, gols marcados, gols sofridos e saldo de gols (+15).

– Na média, com Maria, o Avaí empatou mais (18,18%) e perdeu menos (30,30%) do que com os outros dois treinadores.

– A gestão Maria teve a maior média de gols marcados por jogo (1,54) e a maior de gols sofridos (1,09).

– Com Hémerson Maria, o Avaí conseguiu sua maior vitória no ano: 6×1 no Marcílio Dias, jogo em que o Leão fez mais gols em 2012.

– A maior invencibilidade do Avaí na temporada veio com Hémerson Maria: 10 jogos (Marcílio Dias, Figueirense, Joinville, Metropolitano, Chapecoense, Chapecoense, Figueirense, Figueirense, Boa e São Caetano), com sete vitórias e três empates.

– As maiores derrotas da gestão Maria foram por 0x2, para CRB, Goiás, Vitória e Criciúma.

ARGEL FUCKS

13 jogos

7 vitórias

1 empate

5 derrotas

56,41%

15 gols pró

14 gols contra

– Argel teve o maior percentual de vitórias entre os treinadores do Avaí em 2012 (53,84%).

– O pior ataque foi o do time de Argel, com média de 1,15 gol marcado por partida.

– A pior derrota do Avaí no ano, 1×4 para o Goiás (único jogo em que o time sofre quatro gols), foi sob o comando de Argel.

– A maior vitória da gestão Argel foi 3×1 contra o Paraná.

“Recorde” dividido

– Maior sequência de derrotas: três, com Ovelha (Figueirense, Joinville e Metropolitano), Maria (CRB, Atlético Paranaense e Goiás) e Argel (Atlético Paranaense, Goiás e Bragantino).

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Quem vai pagar essa conta?

O Avaí fez de tudo para que facilitar a vida dos criciumenses. Disponibilizou um grande carga de ingressos (4 mil), mandou a maior parte (3 mil) pra Criciúma (no fim, não vendeu nem 2 mil deles), deu a eles um setor coberto e tudo mais. Em troca, alguns imbecis da torcida do Sul do Estado quebraram 188 cadeiras da Ressacada, segundo informa nota oficial do Avaí.

Um vídeo com imagens registradas por câmeras de segurança da Ressacada mostra torcedores do Criciúma pisando o encosto das cadeiras e, consequentemente, danificando-as. O vídeo está no blogue Memória Avaiana.

O prejuízo total, informa a nota do Avaí, foi de R$ 30 mil. E vai ficar por isso mesmo? O Avaí vai ter que arcar com o prejuízo? Como há imagens, é possível cobrar daqueles que aparecem ali pisando as cadeiras. Se não for, há alguma chance de se cobrar do Criciúma essa conta?

É uma pena que alguns Homo sapiens adotem comportamentos dentro de um estádio que fariam corar de vergonha até a um Australopithecus. Passou da hora de se fazer algo. Estádio de futebol não pode ser sinônimo de espaço aberto à selvageria.

Ah, o planejamento…

Foi anunciada ontem uma lista com nomes de jogadores que não ficarão para 2013. Ainda não é a definitiva, pois pode ter mais gente a sair.

Com a não renovação de contrato de Diego, Pirão e Nunes, temos a seguinte situação: dos 11 titulares campeões estaduais, apenas três, por enquanto, continuarão no clube em 2013. Ainda há o risco de Mika, Felipe Alves e Leandro Silva não renovarem.

Bruno não está na lista de “não-renovados”, mas já avisou que na Ressacada não joga mais. Patric, Renato Santos, Cléber Santana e Robinho foram negociados durante a temporada.

Em pouco mais de meio ano, um time inteiro desfeito. E ainda querem falar em planejamento…

QI Sabatina – mandem suas perguntas!

O ano vai se aproximando do seu final, a Conselharia se preparando para um recesso que terá a finalidade (além do velho, bom e merecido descanso) de redefinir estratégias de atuação para 2013, e o que mais se espera é que o a nossa grande razão de ser, o Avaí, também esteja passando por este processo.

Com vistas a disponibilizar um importante espaço para a discussão a respeito do planejamento do clube para 2013, convidamos o administrador, professor universitário e ex-dirigente do Avaí (além de ultramaratonista) Cláudio Vicente para estrelar o nosso segundo “QI Sabatina”.

Cláudio será o centro de um bate-papo com os amigos da Conselharia, em que poderá, além de apresentar algumas informações importantes sobre a sua carreira, a experiência da ultramaratona de 110 km que vivenciou recentemente e de toda a sua relação com o Avaí Futebol Clube, também expor informações importantes a respeito do que espera o clube para o próximo (e próximos) anos.

Além de responder os questionamentos do pessoal da Conselharia, ele também vai estar à disposição para responder o seu questionamento! Manda aí a tua pergunta, ixtepô! O programa será gravado no dia 27 de novembro e, até lá, estamos com todas nossas mídias à sua disposição para que envie perguntas e observações a respeito deste importantíssimo tema.

O espaço é seu. O espaço é nosso. Vamos discutir a nossa paixão!

Twitter: @conselharia

Facebook: www.facebook.com/conselharia

Email: contato@conselharia.com.br

Os números do Avaí em 2012

60 jogos

31 vitórias

8 empates

21 derrotas

86 gols marcados

65 gols sofridos

+21 saldo de gol

Maior vitória: Avaí 6×1 Marcílio Dias

Maior derrota: Avaí 1×4 Goiás

Artilheiro: Cléber Santana (15 gols)

– O número de 60 jogos em torneios oficiais foi o menor desde 2006.

– Desde 2005 o Avaí não disputava apenas duas competições oficiais (considero o Torneio Seletivo para Copa do Brasil, em 2006, um torneio oficial)

– O aproveitamento de 56,11% dos pontos foi o melhor desde 2008.

– Foi a primeira vez desde 2008 em que o Avaí venceu mais da metade das partidas que disputou.

– A média de gols sofridos (1,08 por partida) foi a menor desde 2008.

O ídolo humano

A palavra ídolo tem origem grega e seu significado original era “simulacro”. Era usada inicialmente para designar um objeto que representava uma entidade adorada espiritualmente/religiosamente. Hoje usamos a palavra ídolo para nos referirmos a pessoas – humanizamos a palavra.

E neste sábado os avaianos despedem-se de um ídolo que foi talvez um dos mais humanos da história do clube. Humano no sentido de ser contraditório, sujeito a acertos e falhas, sem deixar de ser genial e surpreendente. Se as divindades idolatradas por meio de objetos muitas vezes são perfeitas e infalíveis, esse não é o caso de Evando, O Iluminado. Nem por isso ele deixa de ter o peso que tem na história do nosso clube.

Evando chegou ao Avaí pela primeira vez em 2004. Nesses oito anos, teve cinco passagens pelo clube, revelando uma “síndrome do bicho carpinteiro” que o tornou incapaz de parar na Ressacada por mais de 10 meses seguidos (2008-2009). Ama muito o Avaí, a torcida, a cidade, mas quando foi pra trocar o Sul da Ilha por qualquer outra paragem, sejam as Arábias ou a Ponte Preta na Série B, não pensou duas vezes. Deve ser o tal de profissionalismo.

O resultado é que Evando é um ídolo de números nada sensacionais. Parece que ele fez uns mil jogos pelo Avaí, mas foram apenas 116, segundo o historiador Spyros Diamantaras. O número de gols marcados por ele foi 44. Só em meio ano em 2008, Vandinho fez 27.

Acontece que Evando não é um ídolo perfeito, daqueles que no imaginário do torcedor ama o clube acima de todas as coisas. Quando quis sair pra fazer o pé-de-meia, o fez, mas toda vez que entrou em campo com o manto azul-e-branco, sempre deu seu melhor. Também não é um ídolo “quantitativo”, de números impressionantes. É um ídolo “qualitativo”. Se não está entre os maiores artilheiros da história do clube, marcou alguns dos gols mais importantes da história do Leão da Ilha.

Como esquecer a Série B de 2004, com Evando carregando o ataque avaiano nas costas depois da lesão de Tico? Ou o Catarinense de 2007, quando ele liderou um time horroroso a uma reação no segundo turno que quase nos levou à decisão. Mas como esquecer, principalmente, a Série B de 2008, com seus gols e lances decisivos e incríveis contra Corinthians, Ponte Preta, Marília, Brasiliense…?

E ainda teve um bonus track no estadual de 2009, com um Evando apagado em 90% do torneio, mas aparecendo decisivamente na hora de nos classificarmos para o quadrangular semifinal (fez um gol importante na vitória de virada sobre o Metropolitano em Blumenau) e de acabarmos com um período de quase 11 anos sem título (fez o primeiro gol, sofreu a falta do segundo e deu o passe pro terceiro na virada com 10 em campo contra a Chapecoense na final).

Por aparecer nos momentos mais importantes, por dedicar-se, por nos trazer um pouco de magia (seu passe de calcanhar pro gol do William contra o Marília em 2008 é dos lances mais geniais já vistos num jogo de futebol), Evando é esse ídolo imperfeito, sensacional e humano em todos os sentidos que será justamente homenageado pela torcida avaiana no sábado.

Só nos resta agradecer. Obrigado por tudo, Evando.

Foto: Alceu Atherino/Avaí F.C.

Um Porco que cai

Assim como em 2003, 2005, 2006 e 2008, o Avaí terá que enfrentar um dos grandes do futebol brasileiro na Série B de 2013. O Palmeiras caiu. E isso é bom ou ruim para nós?

Bom, há fatores positivos e negativos, como sempre. Pra mim, destacam-se um de cada lado.

O lado ruim é o técnico. Teremos um concorrente de muito peso na briga pelo acesso à Série A de 2014. Se nem a clubes como Goiás, Vitória e Atlético Paranaense o Avaí consegue se equiparar em investimento, que dirá a um Palmeiras turbinado por bastante dinheiro da TV, mesmo rebaixado, e patrocínios condizentes com a exposição de um clube com torcida em todo o País e sede em uma metrópole como São Paulo. É Davi contra Golias. A tendência natural é de que haja apenas três vagas em disputa pelo acesso em 2013, pois uma, tudo leva a crer, será dos paulistanos.

De positivo, haverá os possíveis ganhos econômicos. Ocorrerá uma óbvia valorização midiática da Série B com a volta do birrebaixado Palmeiras à competição, afinal, Avaí, Figueirense, Criciúma ou Íbis é a mesma coisa para a grande mídia – o que importa são os Parmeras, Curintchas e Framengos da vida.

Com mais exposição na mídia para o campeonato, espera-se que haja uma engordadinha (sabemos que será de leve, mas que haja) na grana que a TV pagará aos clubes da Série B e quem sabe se consegue até um patrocínio – eventual ou fixo – mais parrudo por isso. Outro ganho econômico será com a bilheteria do jogo contra o Palmeiras, que provavelmente estará entre as maiores (junto com a do clássico e de um eventual jogo valendo o acesso) do Avaí na segundona de 2013.

E, claro, jogar contra os grandes é sempre mais divertido. Tem torcida visitante, jogador famoso, cobertura da imprensa. Mais clima de jogo que um Avaí x ASA, convenhamos.

Seja bem-vindo à Série B, Palmeiras. Ou welcome to the hell, o que dá na mesma.


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