Por que eu gosto do Avaí?

Nasci no meio de milhares de pinheiros

Mas eu saquei

Que eu sou uma goiabeira

(O Cubo, do Dazaranha)

O texto abaixo escrevi em meu ex-blogue, dedicado a futebol em geral, em fevereiro de 2011, explicando o porquê de eu torcer pro Avaí. Fiz apenas uma pequena atualização. Espero que gostem. Parabéns Avaí, meu, nosso Avaí, pelos 89 anos!

Eu gosto do Avaí porque ele é manezinho, é do Carianos. É da Barra, da Armação, da Caiacanga, do Santinho, do Jurerê velho.

É do Centro, da Caixa, do Morro do Céu, do Mocotó, do 25, do Horácio, de Capoeiras, do Abraão, do Saco dos Limões, do Pantanal.

É de Potecas, dos Ganchos, de Três Riachos, de Tijucas, da Pinheira, de Santo Amaro, de Garopaba, da Zimba, do terceiro polo da Terra.

É passarinheiro, puxa rede, joga tarrafa, cata berbigão.

É comerciante do Centro, playboy da Beira-Mar, pescador do Pântano. 

É excomungado, istepô, “uh, seu triste!”, demonho, imundiça.

É o time da raça, o Leão da Ilha, o Rocky Balboa do futebol brasileiro.

É brigador como o Grêmio, sofredor como o Corinthians, inacreditável como o Botafogo.

Planejamento? Não temos. Organização? O que é isso? Aqui é bola pra frente, é só coração.

O Avaí é Cuca, Alex Raça, Milton Maluco, Régis Cachaça.

É Zenon, Badu, Saul, Nizeta, Adílson Heleno, Marquinhos, Felipinho, Adolfinho.

Mas também é Jessé, Johann, Leandro Bambu, Zaltron.

É Horn, Salum, Bastos, Félix, Zunino.

É Gorete do Carianos, Dona Cocota, Chico Peixeiro, Guga, Amin, Valdir Agostinho.

É Avamóvel, Pasto do Bode, maruim da Ressacada, “Peixaria do Chico informa!”, patrocínio dos Supermercados OK, fila na Costeira.

É Toca do Leão, Bar do Chapecó, Recanto Avaiano. 

É invadir Curitiba, cantar no Maracanã.

O Avaí é gol do vento (e do Evando, iluminado!), gol mil do Fábio Oliveira, gol do Martini, três gols do Caio, Cléber Santana na gaveta.

É 8×1 do Tupi, 7×1 do Remo, 6×1 do Vasco na inauguração da Ressacada.

É 11×2 no clássico (e 10×2, 9×3, 7×1…), 14×3 no Caxias, 21×3 no Paula Ramos, 6×1 na Chapecoense, 3×0 no campeão brasileiro.

É segundona do estadual, Série C, Xanxerense, Flamenguinho de Capoeiras, Laguna, Zequinha de Porto Alegre, São Raimundo, Itabaiana.

É Série A, Copa do Brasil, Sul-Americana, Cruzeiro, Flamengo, Inter, São Paulo, Emelec.

É jantar sanduíche antes de ganhar final em Joinville, ir de ônibus pra Anápolis já eliminado, viajar de kombi pra Criciúma e bater o rico e poderoso Metropol.

É ser vice-campeão num ano e rebaixado no outro, trazer leão de helicóptero pro gramado da Ressacada, jogar sob neve em Lages.

É roubar traves do Adolfo Konder na véspera de clássico, acabar com 28 anos sem título com gol de cabeça do Balduíno (1,60m de altura).

O Avaí, além de vencedor, é folclórico, engraçado, curioso, fora do comum.

Mais do que as taças que já conquistou, são suas histórias e personagens dignos do realismo fantástico de García Márquez e uma torcida que é a cara do manezinho que fazem dele esse clube sensacional.

Por isso eu gosto tanto do meu time.

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