A qualidade venceu

A derrota para o Criciúma por 2×0 freou a arrancada azurra e, nesta rodada, o Leão não vai subir na tabela de classificação. Também foi uma partida, diria, esclarecedora sobre qual é o potencial do nosso time. Numa noite quente de inverno na capital do carvão, os 380km de estrada (ida e volta) valeram a pena por vermos Cléber Santana, mais uma vez, extravasar categoria na meia-cancha avaiana.

A escalação do Avaí ontem foi a mesma usada na vitória contra o Guarani, na última partida fora de casa. Um meio-campo com três cabeças-de-área marcadores (pelo menos em teoria) e tentando explorar os contra-ataques. Quase deu certo. Bem armadinho defensivamente, o Leão “cozinhou” o adversário, com 100% de aproveitamento em casa, durante 75 minutos. Houve uma ou outra chance de perigo de gol para as duas equipes (mais pra eles que pra nós), até que, numa falha de cobertura pela direita da nossa defesa (Bruno chegou atrasado e, depois, ainda trombou com Renato Santos), o Criciúma abriu o placar numa bate-rebate em que Zé Carlos acabou marcando sem querer.

Nove minutos depois, jogada muito parecida, mais uma vez pela direita da nossa defesa. Renato Santos, o Gamarra do Carianos, perdeu a bola, não quis fazer falta e o Criciúma chegou ao gol novamente com Zé Carlos. Zé Carlos, 18 gols no campeonato. Time inteiro do Avaí, 23 gols.

Uma derrota para o Criciúma no Heriberto Hülse pode ser considerado um resultado normal, ainda mais sabendo que eles encerraram o turno com 10 vitórias em 10 jogos em casa. Mas, poderíamos ter cometido o crime? Sim, poderíamos.

Acho que, ao escalar Bruno, Thiesen e Diogo Orlando no meio, Hemerson Maria abdicou do pouco de qualidade que temos no elenco. Nenê Bonilha, longe de ser perfeito, mostrou que é mais rápido e melhor que Thiesen e Orlando para fazer a função de “cabeça-de-área que chega ao ataque”. O que vimos ontem foi o time tocando bola pro Cléber Santana a toda hora e ele que se virasse sozinho. Está certo que nosso 10 joga muito e ontem, mesmo com a derrota, foi tecnicamente o melhor em campo (claro, o Criciúma fez 2×0 e Zé Carlos fez dois gols, logo foi o “cara” do jogo), mas jogando sozinho no meio… contra o Guarani dá certo; contra o Criciúma, não.

A estratégia, claramente, foi tentar lançar Julinho e, principalmente, Arlan ao ataque. Poderia ser uma tática interessante, mas não funcionou. Os dois pouco criaram, assim como Laércio e Diogo Acosta, anulados pela defesa criciumense, sem reação. Pra completar, quando o jogo estava encrencado, Paulo Comelli colocou em campo Gilmar e Válber. Já Hemerson Maria, foi de Felipe Alves e Ronaldo Capixaba. É uma baita diferença.

Nós fomos

Sobre nosso treinador, questiono quanto ao jogo de ontem: a) Escalar um meio-de-campo tão defensivo; b) Por que colocar Ronaldo Capixaba e não um meia para ajudar Cléber Santana.

No mais, foi a vitória da qualidade contra a vontade. Temos um time aplicado, dedicado, um treinador que tenta fazer o melhor, mas, na soma dos valores individuais, sempre perdemos para as equipes melhores colocadas na Série B. Somamos apenas 25% dos pontos (seis, de um total de 24) contra oito dos nove melhores colocados do campeonato (o “nono elemento” é o próprio Avaí), sendo que enfrentamos quatro deles em casa e quatro fora. Infelizmente, nem todo mundo é Barueri.

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