Três volantes, três gols, três pontos

Ontem não assisti ao jogo do parapeito do setor A, mas espero que alguns de meus vizinhos naquela região do estádio tenham mantido a coerência e chamado nosso treinador de “burro” ao ver a escalação com três cabeças-de-área, assim como fizeram na partida contra o Ceará. E espero também que, ao ver o time mais uma vez jogar bem, tenham seguido a máxima de Alexandre Herculano: “Eu não me envergonho de corrigir os meus erros e mudar de opinião, porque não me envergonho de raciocinar e aprender.”

Eu não entendo bulhufas de tática de futebol, mas faz algum tempo – e há um comentário que fiz faz uns 15 ou 20 dias no blogue Avaixonados pra provar – defendo que o Avaí poderia dar-se bem jogando com três cabeças-de-área, já que desde a saída de Robinho, o Garçom, o Leão não tem um meia cujo futebol não o constranja ao jogar ao lado de Cléber Santana. Na minha ideia, essa meiúca em formato de losângulo, não tem?, seria formada por Bruno, Mika e Tinga, mas como esse último acabou fondo, Bruno estava suspenso e Mika pisado, ontem fomos de Thiesen, Diogo Orlando (que ontem foi Orlando, não Olhando) e Nenê Bonilha. E a gurizada mandou muito bem.

Mais uma vez, o Avaí criou chances, mesmo com três cabeças-de-área, e não permitiu ao adversário muitas oportunidades de macular a meta defendida por San Diego. Laércio e, principalmente, Diogo Acosta, fizeram grande partida, com muita movimentação. Acosta mostrou, ainda, muita raça e perspicácia ao roubar a bola do zagueiro potiguar e rolar para Felipe Alves, o Iluminado Reloaded, fazer o segundo gol avaiano na partida. Antes disso, Rodrigo Thiesen havia seguido o mandamento livramentiano e dado um biquinho de fora da área, que Andrey, como sempre, engoliu. Certamente, no dia em que abrir uma granja em Porto Alegre, sua terra natal, o “goleirão” vai chamá-la de Ressacada.

O 2×0 era até pouco pela superioridade avaiana em campo. Quando tudo estava encaminhado, nossos dois firmes e seguros zagueiros resolveram colocar um pouco de emoção na partida. Deixaram a bola picar, passar marota e malemolente pelos dois, e abriram caminho para Adriano Pardal dar uma bicada, tocando na saída de San Diego aos 42 da segunda etapa. Promessa de fim de jogo nervoso, suadeira, tensão e… Felipe Alves, o Iluminado Reloaded (já disse isso?), tratou de marcar o terceiro e fechar o caixão abecista.

Diz o camarada Upiara Boschi, repórter de política do Diário Catarinense e um fanático por futebol, que 3×1 é o placar clássico da superioridade. Pois foi o que vimos ontem. Venceu o melhor. Com sobras.

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