Arquivo de agosto \30\UTC 2012

Tem que ganhar dos grandes

O Avaí tem 80% de aproveitamento em casa. Em 10 jogos, somou 24 pontos: oito vitórias e duas derrotas.

Já fora de casa, o aproveitamento cai para 30%. Foram nove pontos em 10 jogos: duas vitórias, três empates e cinco derrotas.

Vejam só, é uma campanha que está se aproximando da de 2008. Naquele ano, tivemos 82% de aproveitamento em casa e 35% fora.

Se o Avaí mantiver a campanha de 80% em casa e 30% fora, pode subir. Significaria, arredondando um pouco aqui e ali, 46 pontos em casa e 17 fora. Com 63 pontos, o Leão seria quarto colocado em 11 dos 12 campeonatos de Séries A e B disputados entre 2006 (primeiro ano dos campeonatos com 20 clubes) e 2011.

No entanto, mesmo com esse aproveitamento, o Avaí é sétimo hoje. Como reverter? Acho que o mistério da fé é o Leão começar a tirar pontos de seus adversários diretos, como o São Caetano.

Faltam 18 rodadas, 180 jogos, 540 pontos para serem distribuídos entre 20 equipes. Não adianta dar um de “Robin Hood às avessas”, roubando pontos dos pobres e distribuindo-os aos ricos.

Até o momento, o Avaí somou apenas nove pontos em 27 disputados contra os 10 primeiros colocados. Um terço de aproveitamento, sendo que disputou cinco jogos em casa e quatro fora. É pouco.

Três a menos (ou a mais, tanto faz)

Hemerson Maria acha que tem que ser 66. Por mim, pode ser 65. Seja como for, o Avaí ficou três pontinhos mais perto da meta para o acesso. Mais uma vez foi de virada, outra vez foi no final do jogo.

Ficou claro que a entrada de Camilo pra jogar ao lado de Cléber Santana na meiúca melhorou o time. Com dois meias, o Avaí encurralou o Boa, que havia sido bem melhor no primeiro tempo.  Não vai dar pra repetir a escalação em São Caetano do Sul, pois Cléber Santana levou o terceiro amarelo e não joga no sábado.

Outro ponto positivo foi a boa partida de Nenê Bonilha, que pinta como boa opção de volante-meia pra quando for necessário. Sobre Ricardo Jesus não fez nenhum milagre, mas meio tempo é pouco para avaliar um jogador. Vamos aguardar os futuros jogos.

A distância pro G4 agora é de três pontos. Uma vitoriazinha. Quem sabe no sábado, de presente de aniversário?

Projeção pra subir

Vitórias (10) – Boa (casa), América-RN (c), Ipatinga (c), Guaratinguetá (c), ASA (fora), CRB (c), Bragantino (f), Paraná (c), Guarani (c), Grêmio Barueri (f)

Empates (6) – América-MG (f), Vitória (c), Goiás (c), Ceará (f), ABC (f), Criciúma (c)

Derrotas (3) – São Caetano (f), Joinville (f) e Atlético Paranaense (f)

36 pontos, com mais 30 que temos, dá 66. Com essa pontuação, sobe.

Contas, contas e mais contas

Os números governam o mundo (Pitágoras, filósofo e matemático grego, 571 ou 570 a.C. – 497 ou 496 a.C.)

Amanhã começa o returno da Série B e, com ele, intensificam-se os cálculos para acesso à Série A. Quantos pontos faltam?, quantos precisamos?, serão perguntas feitas até o fim do ano, ou dos tempos, o que dá no mesmo, já diriam os maias.

A história da Série B de pontos corridos com 20 clubes é recente, apenas seis campeonatos completos (de 2006 até hoje). A pontuação mínima de um quarto colocado, o último promovido à Série A, foi de 59 pontos em 2007 (Vitória). A máxima, 65 pontos em 2009 (Atlético Goianiense). Em 2008 e 2010, o quarto colocado teve 63 pontos e, em 2006 e 2011, 61.

Bom, mas isso não significa exatamente o número de pontos necessários pra subir. Por exemplo, se tivesse feito 63 pontos em 2009, o Atlético Goianiense também subiria, pois o quinto colocado teve 62. Façamos essa conta, então.

A pontuação mínima de um quinto colocado foi 56 pontos em 2007 (vejam, o Vitória fez só 59 pontos e ainda se classificou com alguma folga!). A máxima, 62 pontos em 2009 e 2010. Em 2006, o quinto fez 61 pontos; em 2008, 58; em 2011, 60.

Ou seja, um time que fizesse 63 pontos seria promovido em qualquer ano desde 2006. Ou seja, o Avaí teria que fazer 33 pontos no segundo turno, apenas três a mais do que tem hoje. Mas pode fazer 63 e não subir? Sim, é possível. O quinto colocado da Série A em 2008, o Flamengo, teve 64 pontos…

Por isso tudo, e sem nenhum cálculo matemático que embase meu chute, acho que 65 pontos é a meta que o Avaí deve perseguir, pra não ter que cair em critérios de desempate – nosso número de vitórias é semelhante ao de times próximos na pontuação, e o saldo de gols, ruim. Ou seja, somar 35 pontos no returno. Teremos 10 jogos em casa e nove fora. Se repetirmos o bom aproveitamento em casa (77%) no returno, somaremos 23 pontos na Ressacada. Aí, vão faltar 12 pontos fora, o que significaria saltar de um aproveitamento como visitante dos 30% atuais para 44% no returno. Talvez esteja aí o pulo do gato. Ou melhor, do Leão.

Guia da secação

Eis os resultados que precisamos pra não cair muito na tabela nem ficar longe do G4.

Ceará x Vitória – empatezinho

Joinville x Goiás – coluna do meio

São Caetano x Guarani – vitória do Guarani

Paraná x Atlético-PR – vitória do Paraná

América-RN x ABC – vitória do ABC

Dando tudo certo, permaneceremos no mesmo sétimo lugar, distantes quatro pontos do G4.

 

Recordar é viver

A campanha do único clube catarinense a chegar às quartas-de-final da Copa Sul-Americana. Também é o clube catarinense com mais vitórias (duas) e mais pontos somados (sete) na competição internacional.

Mistérios da meia-noite

Madrugada de terça para quarta, BR-101, três avaianos, uma avaiana e uma não-avaiana voltando de Criciúma, e o papo, claro, era sobre o jogo que havíamos assistido no Heriberto Hülse. Da conversa, destaco as seguintes grandes dúvidas do grupo:

a) Por que Jaílton nunca joga? Ele é tão ruim assim?

b) Por que Camilo não entra? Ele está fora de forma, é pereba ou o quê?

c) Por que Maurício, da base, que foi bem em dois jogos e mal em outros dois, sumiu e Ronaldo Capixaba, com mais de 20 jogos disputados e sem ter acrescentado ao time em nenhum, continua entrando sempre?

d) Não existe ninguém na base do Avaí melhor que Diogo Orlando?

e) Sem Leandro Silva, quem poderá nos defender pelo lado esquerdo da zaga?