Ufa!

Ergueeei as mãããos e dai glória a Deus! (Foto: Jamira Furlani/Avaí F.C.)

Num jogo pobre em inspiração mas com muita vontade de ambas as equipes, o Avaí venceu na última volta do ponteiro e deu um pouco de alegria aos 3,4 mil torcedores que compareceram à Ressacada na gelada noite de sexta-feira. Se não o espanta de vez, pelo menos a vitória empurrou de volta pra debaixo da cama o bicho-papão do Z-4. Um triunfo para comemorar, afinal são três pontos, mas que não esconde as carências do nosso time.

Hémerson Maria finalmente mudou o jeito de o time jogar. Jéferson Maranhão continuou entre os titulares, mas fazendo a função de meia, não de ponta-direita-canhoto. Achei a mudança certa, que só não funcionou porque o maranhense não evolói. A continuar nesse ritmo, seria de bom tom JM seguir os passos de seu conterrâneo José Sarney e mandar-se pro Amapá.

Além da formação, vários nomes mudaram. Bruno e Mika suspensos Bruno suspenso, Mika pisado, Nunes e Pirão por opção do treinador, foram substituídos por Julinho, Diogo Orlando, Rodrigo Thiesen e Laércio Carreirinha. Este último formou dupla de ataque com Diogo Acosta e, achei, até que foram bem. O Avaí criou algumas chances na primeira etapa contra um retrancado Bragantino, mas, hay que reconhecer, foi o time paulista quem esteve mais perto do gol. Num festival de rabadas dentro da área, a equipe linguicense quase marcou, mas São Diego e São Travessão nos salvaram do pior.

– Estamos com sorte de campeão – brinquei com a turma do parapeito depois de um quase-gol do Bragantino. A gente sofre, mas se diverte.

Na segunda etapa, a retranca branca foi forte e intensificou-se depois da expulsão de Acleisson – aquele, o Guiñazú depois da feijoada, com diz o Adir José – aos 16 minutos. Hemerson Maria deixou o time com quatro atacantes em campo, com as entradas de Felipe Alves e Ronaldo Capixaba, o Muhammad Ali depois da gripe, deslocando Laércio para a LATERAL-ESQUERDA (Antônio Lopes vive!).

A pressão foi intensa durante mais de meia hora, mas Alê, conhecido nas arquibancadas da Ressacada como “esse goleiro do Bragantino”, fez milagres e um pouco mais que isso para impedir a marcação do nosso gol. Quando alguns torcedores preocupados com a fila, com a hipotermia ou simplesmente aborrecidos com o futebol demonstrado já haviam deixado a Ressacada, Laércio fez carreira pela lateral-esquerda, cruzou, Diogo Acosta raspou e Felipe Alves marcou, aos 49min20s, faltando 40 segundos para o apito fatal, o gol da vitória avaiana.

A agonia era tanta que, se vocês repararem no vídeo do lance do gol, Ronaldo Capixaba, que vinha em desabalada carreira entrando na área, dá um chute de canhota no ar como quem diz “vai, Felipe, chuta essa puerra!”. Haja coração!

Alegria, alegria!, mas sem deixar de colocar os pés no chão. Foi preciso parir uma bigorna pra ganhar do décimo sexto colocado da Série B e alcançar a ainda nada empolgante décima primeira posição (que tornou-se décima depois dos resultados de sábado). Falta elenco, como temos repetido feito disco arranhado. Pra piorar, Cléber Santana levou o terceiro amarelo e não joga na terça, contra o Paraná. (engano meu. Ele joga sim.)

Tudo bem, terça é um novo dia. Por enquanto, celebremos esses três pontos. No duelo dos leões, no final foi o da Ilha que sobreviveu.

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