Não somos Marias

Eu brinco chamando o Hémerson Maria de “messias” pelo que representou a entrada dele no comando do time no estadual. Se quem acompanha o Avaí só na Ressacada ou pela TV já devia estar desanimado, vocês imaginem o que é voltar de Ibirama com uma derrota de 3×2 de virada no lombo ou sair de Camboriú ouvindo torcedores de um clube sem torcida tirando sarro do teu time. É dose pra mamute.

Vale lembrar que, enquanto tomávamos porrada dos Camburas da vida, o time do Estreito nadava de braçada no estadual. O fundo do poço já tinha passado faz tempo. Aí, Ovelha saiu, Hémerson entrou e o final sabemos como foi.

Continuarei chamando-o de “messias”, mesmo que ele venha a perder 10 jogos seguidos, porque o que ele fez no Catarinense 2012 não se apaga. Mas, assim como todos os mortais, Maria também falha, também erra. Acho, por exemplo, que errou na escalação do último jogo (Nunes) e em tirar Bruno (era pra tirar o Mika). No entanto, pelo título estadual e por ter bons números no comando do Avaí – 10 vitórias, quatro empates e quatro derrotas – ainda tem muito crédito com a torcida.

O torcedor não é bobo, não é “Maria vai com as outras”. Estamos vendo que nosso treinador sofre duras críticas de parte da imprensa enquanto o comandante do lado alvinegro da força ganhou um de nove jogos e comentam que ele “está fazendo um bom trabalho”. São dois pesos e duas medidas, sim. “Ah, mas um está na Série A e outro na B.” Pois o que está na A tem recursos de Série A para montar seu time. O nosso, não.

Com 99% dos avaianos que convivo e converso, essas críticas exageradas não têm eco. Claro, pode ter uma minoria que vai repetir o que dizem nos microfones – ou então que acha mesmo, por opinião própria, que nosso treinador é fraco, e temos que respeitar isso. Mas a maioria, tenho certeza, sabe ver a situação com seus próprios olhos.

Hémerson ainda vai acertar e errar muitas vezes. E será criticado por nós e elogiado por nós na mesma intensidade de seu erro ou acerto. Os tempos em que cronista esportivo acabava com a carreira de jogador/treinador, como fizeram com Mazinho Lima no Avaí, já eram.

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