Arquivo para julho \31\UTC 2012

Goleiro-artilheiro

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Vantagem nossa

Vamos a Curitiba para um difícil jogo contra o Paraná. O adversário se recupera de um ano desastroso em 2011 (veja só, eles também…), quando foi rebaixado para a segundona do Paranaense, e faz campanha boa na Série B. É o oitavo colocado, com 21 pontos, posição bem tranquila para quem não almeja nada além de permanecer na segunda divisão nacional.

Buenas, mas vamos ao histórico de Avaí x Paraná. Vocês sabem que não considero amistoso (amistoso e pelada de casados contra solteiros valem a mesma coisa: nada), então vou ignorar o jogo Avaí 3×1 Paraná, de 15 de janeiro de 1999, que marcou a entrega das faixas de campeão brasileiro da Série C ao Leão. Contarei apenas os confrontos válidos por campeonatos: no caso, a Série B, a única competição pela qual os dois se enfrentaram.

E a vantagem é nossa: duas vitórias contra uma dos paranistas em três partidas. Nos gols marcados, tudo igual: 5×5. A maior vitória é deles, 4×1 pela Série B (ou módulo amarelo da Copa João Havelange) de 2000, enquanto nós ganhamos os dois últimos confrontos, válidos pela Série B de 2008.

Nenhum jogador fez mais que um gol no confronto, então são 10 artilheiros, incluindo um goleiro.

Ainda sobre o jogo, destaco que me enganei nas contas dos cartões  e Cléber Santana joga sim (ainda bem…), diferente do que eu havia escrito no domingo. E esse era um dos jogos fora de casa que pretendia assistir, mas não vai rolar. Com a combinação de forte e insistente gripe com uma previsão de tempo nada alvissareira para amanhã em Curitiba (chuva e temperatura máxima de 14 graus), o DM (Dona Magda) vetou minha viagem. Fica pra próxima.

História de Avaí x Paraná

Jogos: 3
Vitórias do Avaí: 2
Vitórias do Paraná: 1
Gols do Avaí: 5
Gols do Paraná: 5
Maior vitória: Paraná 4-1 Avaí (20.09.2000)
Artilheiros: Jef Silva, Evando, Fabrício, Marquinhos, Eduardo Martini (Avaí), Hilton, Flávio, Cristian, Reinaldo e Lúcio Flávio (Paraná), um gol

Jogo-destaque

Falei acima que um goleiro figura entre os artilheiros do confronto Avaí x Paraná. Não há como esquecer o gol de Eduardo Martini na vitória por 3×1 pela Série B de 2008, último jogo entre os dois times. Ao repor a bola depois de uma defesa, o dono da careca mais famosa da história da Ressacada contou com a ajuda do ventussúli para fazer seu primeiro e único gol na carreira, o gol que abriu caminho para a vitória.

Um dos momentos mais sensacionais da história do nosso estádio. E salvo engano meu, o goleiro do Paraná, Mauro (ex-Santos), estreava naquela noite. Aquele jogo, o primeiro do segundo turno, teve ainda um bonito gol do Marquinhos, que jogou com a camisa 100 (não lembro se completou 100 jogos naquela noite ou em partida anterior).

Imensidão azul

Foto de Jamira Furlani/Avaí F.C.

A Síndrome da Ponte

Dizem que quando um profissional florianopolitano chega para trabalhar nas empresas de Blumenau, Joinville ou Jaraguá do Sul, é comum os colegas perguntarem: “ah, és de Florianópolis? E viesse pra ficar quantos meses?”. A pergunta ocorre pelo fato de, na visão do povo interiorano, os profissionais manezinhos passarem o tempo todo pensando em voltar para a Ilha, mesmo que seja para ganhar menos. Quem me contou essa história foi um colega de trabalho, mané da Ilha, que passou os últimos 25 anos trabalhando em Blumenau e agora está em Jaraguá do Sul. E, segundo ele, o seu caso é uma raríssima exceção.

Acho que, ao bandear-se para o continente, os manezinhos sentem falta do ar da Ilha, desse cheiro de mar, do vento sul na cara, de olhar para o horizonte e ver nem que seja uma poça de água. É quase uma enfermidade, tanto que, em inglês, esse sentimento de saudades de casa é chamado homesickness, sendo que home é “lar”, “casa” ou mesmo “terra natal” e sickness pode ser traduzido como “mal-estar” ou “doença”.

Pois nosso time, como bom manezinho, também sofre de homesickness. Ou poderíamos dizer que é a “Síndrome da Ponte”, pois basta o Avaí cruzar o oceano, seja por terra ou por ar (ponte aérea, rá!), para os resultados desaparecerem. Os sintomas são mais fortes em competições nacionais, porque pra ganhar fora de casa no estadual não precisa tanto esforço.

Se quiser voltar a sonhar com acesso, o Leão vai ter que superar essa moléstia. Mesmo que vença as três próximas partidas, provavelmente não entrará no grupo dos times que ascenderiam à Série A. Portanto, não sei se dá para considerar o empate em Curitiba amanhã um bom resultado. A vitória é fundamental.

Até hoje, o Avaí fez sete partidas fora de casa na Série B, com uma vitória, dois empates e quatro derrotas. Apenas 23,8% de aproveitamento. Dos nossos 17 pontos conquistados, 70,5% foram ganhos na Ressacada. Nos últimos três confrontos longe da Ilha, foram três derrotas por 2×0 (Vitória, CRB e Goiás).

Claro, não é algo específico desse time. Pro Avaí, ganhar fora no Brasileiro costuma ser difícil. Mesmo na campanha do acesso em 2008, nosso retrospecto fora de casa não foi nada fantástico: quatro vitórias, oito empates e sete derrotas, totalizando um aproveitamento de 35%. Esse dado contrasta com os 82,4% de aproveitamento que tivemos na Ressacada naquele ano (14 vitórias e cinco empates). Para efeito de comparação, o Santo André, que fez um ponto a mais que o Avaí em 2008 (68×67), teve aproveitamento de 43,8% fora de casa.

Se serve de apoio moral, na última vez em que o Avaí esteve na Vila Capanema, bateu o Paraná por 1×0, gol de Jef Silva. Caso esse resultado se repita amanhã, é goleada. Depois, teremos dois jogos em casa, contra Ceará e ABC, e o G4 poderá ficar mais perto.

Professor linguiça

Ufa!

Ergueeei as mãããos e dai glória a Deus! (Foto: Jamira Furlani/Avaí F.C.)

Num jogo pobre em inspiração mas com muita vontade de ambas as equipes, o Avaí venceu na última volta do ponteiro e deu um pouco de alegria aos 3,4 mil torcedores que compareceram à Ressacada na gelada noite de sexta-feira. Se não o espanta de vez, pelo menos a vitória empurrou de volta pra debaixo da cama o bicho-papão do Z-4. Um triunfo para comemorar, afinal são três pontos, mas que não esconde as carências do nosso time.

Hémerson Maria finalmente mudou o jeito de o time jogar. Jéferson Maranhão continuou entre os titulares, mas fazendo a função de meia, não de ponta-direita-canhoto. Achei a mudança certa, que só não funcionou porque o maranhense não evolói. A continuar nesse ritmo, seria de bom tom JM seguir os passos de seu conterrâneo José Sarney e mandar-se pro Amapá.

Além da formação, vários nomes mudaram. Bruno e Mika suspensos Bruno suspenso, Mika pisado, Nunes e Pirão por opção do treinador, foram substituídos por Julinho, Diogo Orlando, Rodrigo Thiesen e Laércio Carreirinha. Este último formou dupla de ataque com Diogo Acosta e, achei, até que foram bem. O Avaí criou algumas chances na primeira etapa contra um retrancado Bragantino, mas, hay que reconhecer, foi o time paulista quem esteve mais perto do gol. Num festival de rabadas dentro da área, a equipe linguicense quase marcou, mas São Diego e São Travessão nos salvaram do pior.

– Estamos com sorte de campeão – brinquei com a turma do parapeito depois de um quase-gol do Bragantino. A gente sofre, mas se diverte.

Na segunda etapa, a retranca branca foi forte e intensificou-se depois da expulsão de Acleisson – aquele, o Guiñazú depois da feijoada, com diz o Adir José – aos 16 minutos. Hemerson Maria deixou o time com quatro atacantes em campo, com as entradas de Felipe Alves e Ronaldo Capixaba, o Muhammad Ali depois da gripe, deslocando Laércio para a LATERAL-ESQUERDA (Antônio Lopes vive!).

A pressão foi intensa durante mais de meia hora, mas Alê, conhecido nas arquibancadas da Ressacada como “esse goleiro do Bragantino”, fez milagres e um pouco mais que isso para impedir a marcação do nosso gol. Quando alguns torcedores preocupados com a fila, com a hipotermia ou simplesmente aborrecidos com o futebol demonstrado já haviam deixado a Ressacada, Laércio fez carreira pela lateral-esquerda, cruzou, Diogo Acosta raspou e Felipe Alves marcou, aos 49min20s, faltando 40 segundos para o apito fatal, o gol da vitória avaiana.

A agonia era tanta que, se vocês repararem no vídeo do lance do gol, Ronaldo Capixaba, que vinha em desabalada carreira entrando na área, dá um chute de canhota no ar como quem diz “vai, Felipe, chuta essa puerra!”. Haja coração!

Alegria, alegria!, mas sem deixar de colocar os pés no chão. Foi preciso parir uma bigorna pra ganhar do décimo sexto colocado da Série B e alcançar a ainda nada empolgante décima primeira posição (que tornou-se décima depois dos resultados de sábado). Falta elenco, como temos repetido feito disco arranhado. Pra piorar, Cléber Santana levou o terceiro amarelo e não joga na terça, contra o Paraná. (engano meu. Ele joga sim.)

Tudo bem, terça é um novo dia. Por enquanto, celebremos esses três pontos. No duelo dos leões, no final foi o da Ilha que sobreviveu.

A verdadeira camisa “fanatic”


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