Choradeira injusta, o retorno

Foi só sair a escala de arbitragem e começou a choradeira pelos lados de Blumenau. Sandro Glatz, diretor de futebol da Metropolitano Investimentos e Participações (MIP), e o jornalista Rodrigo Braga, do Jornal de Santa Catarina, torceram o nariz para o Célio Amorim no Twitter. Diz o Sandro, que afirmou preferir Jeferson Schmidt:

Célio Amorin no sorteio, depois dos jogos contra o Juventus em Jaraguá e 2 jogos contra o Avaí (2009 e 2010)????? Se for sorteado, acabou.

Ele foi sorteado, e aí o Rodrigo, cujo blogue eu gosto bastante, me saiu com essa:

Célio Amorim apita Metropolitano x Avaí. O Metrô vai precisar jogar muita bola, muita mesmo

Bom, quero entender o porquê de o Metropolitano ter tanta preocupação com o Célio Amorim e o Avaí, não. Começaram a falar do jogo de 2010, quando o Avaí fez 2×1 lá em Blumenau aos 49 do segundo tempo, com “Celinho” no apito. Eu estava lá e vi o jogo, ninguém me contou. Teve um pênalti pro Metrô não marcado quando estava 1×1: a bola bateu no braço do Rafael na área, igualzinho o pênalti pra nós que o Rodrigo Dalonso não deu domingo passado contra o JEC. O Célio não marcou.

Mas também quando estava 1×1, resultado que deixava o Figueirense em primeiro no returno e o Avaí em segundo, Célio Amorim expulsou Caio, meia do Leão, nem lembro o porquê (falta, acho). Foi com 10 em campo, contra 11 do Metrô, com a torcida local gritando “Figueira”(???), que o Avaí virou o jogo, com gol aos 49 do segundo tempo marcado por Vandinho. Se o “Celinho” queria tanto nos ajudar, por que expulsou o Caio? Ele sabia que faríamos o gol mesmo assim? Haja imaginação, né?

Pra finalizar, vamos aos fatos, contra os quais não há argumentos. Célio Amorim apitou jogo do Avaí no Catarinense pela primeira vez em 2006, segundo o livro Avaí Futebol Clube: de 1923 a 2008. De lá até hoje, de acordo com os dados do historiador Spyros Diamantaras, foram 32 jogos, com 14 vitórias avaianas, 9 empates e 9 derrotas, já incluída a partida contra o Camboriú, que perdemos com ele no apito.

Isso significa que, com Célio Amorim no apito, o Avaí tem um aproveitamento de 53,12% (51 pontos somados em 96 possíveis). Aí, tcham tcham tcham tcham, vemos que de 2006 até a data em que publico este post, o Avaí disputou 174 partidas por competições estaduais (Campeonato Catarinense, Copa Santa Catarina e Torneio Seletivo para Copa do Brasil) com 87 vitórias, 38 empates e 49 derrotas. O aproveitamento de pontos geral é de 57,27% (299 pontos somados em 522 possíveis).

Esse aproveitamento só não é maior por causa da Copinha, competição na qual, com time “B”, o Avaí somou 43,05% dos pontos. Considerando apenas o estadual, o aproveitamento sobe para 59,41%. Esses 6,29% a mais em relação à campanha que temos com Célio Amorim no apito significam, em média, 4 pontos por campeonato. Com 4 pontos a menos, não teríamos sido campeões em 2009, por exemplo.

Traduzindo tudo: com Célio Amorim no apito, o Avaí piora seu aproveitamento. Esse é o fato concreto. O resto é teoria da conspiração, é xurumela, é choro antecipado, é coisa de mau perdedor (e nem jogamos ainda, a chance de eles ganharem é igual à nossa).

Anúncios

0 Responses to “Choradeira injusta, o retorno”



  1. Deixe um comentário

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s




Seja sócio

Divirta-se com amigos

No Twitter

Erro: o Twitter não respondeu. Por favor, aguarde alguns minutos e atualize esta página.


%d blogueiros gostam disto: