Arquivo de março \31\UTC 2012

Não tá fácil pra ninguém

Depois de perder preciosos pontos contra Camboriú e Atlético de Ibirama, o Avaí encerra o returno enfrentando aqueles que eram, até a rodada passada, os três melhores times do estadual (até então, os dois primeiros na classificação geral e o co-líder do returno). Não é moleza. O Leão vai ter que jogar tudo o que não vinha jogando para passar por esses três adversários.

Mas há uma notícia boa. Os adversários diretos pela vaga na semifinal – Criciúma, Joinville, Metropolitano e Chapecoense – também não terão vida fácil nessa reta final, cheia de confrontos diretos.

O Criciúma (27pts.), líder do returno e melhor colocado no índice técnico (atrás na pontuação apenas do Figueirense, o líder geral), tem uma tabela bem complicada. Pega Joinville fora, Metropolitano em casa e encerra contra a Chapecoense no Oeste.

A Chapecoense (27pts.) tem uma tabela marromenos difícil. Pega o Metropolitano fora, depois faz dois jogos em casa. Enfrenta primeiro o Atlético de Ibirama (que pode chegar já eliminado ou ainda brigando por classificação para semifinal ou vaga na Série D) e termina com o Criciúma, ambos no Condá.

O Metropolitano (26pts.) terá também três pedreiras, mas com a vantagem de jogar duas em casa. Pega a Chapecoense em Blumenau, depois vai a Criciúma e encerra novamente no Sesi contra o Avaí.

Por fim, o Joinville (25pts.). São dois clássicos na sequência – Criciúma em casa e Avaí fora – e, na última rodada, o rebaixado Brusque na Arena Joinville. É fácil? É. Mas se o JEC perde os dois confrontos anteriores, chega à última rodada eliminado.

O Avaí tem que fazer sua parte. Com seis pontos nos próximos três jogos, pode chegar.

Repercussão positiva

Fico feliz com esses comentários de colegas blogueiros. Acho que um Conselho forte é essencial para um Avaí forte.
“Ainda é pouco, o caminho é longo, falta muito a ser feito. Mas, há de se começar de alguma forma. E, ontem, alguns Conselheiros começaram a corrigir os rumos da instituição. 
 
Os tempos mudaram, novas exigências estão postas. O clube precisa de vocês para se tornar mais democrático e transparente, duas características essenciais para que o Avaí permaneça vivo nos próximos 90 anos. Parabéns, vocês deram os primeiros movimentos. Não parem agora, está apenas começando.”
Felipe Matos, do blogue Memória Avaiana
“… parece mesmo que o Conselho Deliberativo do Avaí acordou, tava mais que na hora, quem representa a maior torcida desse estado não pode se acomodar. Tem que cobrar, que deliberar em prol do clube, dos seus torcedores e associados.
Parabéns aos conselheiros, que sejam bem vindos de volta e que não parem, sejam atuantes, pois a esperança dos torcedores está justamente no acordar de vocês.”
Seu Cunha, do blogue Nobre Azurra
“De acordo com o relato de alguns conselheiros, a proposta apresentada para o novo estatuto contempla o voto dos sócios para presidente, a redução do mandato (2 anos) e uma reeleição.

Isso é muito bom, um grande avanço. Vamos torcer para que esses avanços façam realmente parte do Estatuto do Avaí Futebol Clube.”
Kátia “KK” de Paula, do blogue DNAzul

Que o raio caia de novo

Dizem que o raio não cai duas vezes no mesmo lugar, mas é o contrário: a tendência é que raios caiam (na verdade, eles não “caem”, mas ok) na mesma região. Prova científica inequívoca desse fato são os três clássicos disputados no Scarpelli em 2011. Em todos o Avaí chegou lá na condição de azarão e saiu com empate ou vitória.

O primeiro clássico de 2011 teve um Figueirense invicto, com 3v e 3e, contra um Avaí que possuía 1v, 1e e 4d em seis partidas. Pela lógica, a máquina do Goiano atropelaria o cambaleante vice-lanterna Leão. Deu 2×2, com a dupla William e Rafael Coelho fazendo uma grande partida.

O segundo clássico scarpelliano de 2011 teve o Figueirense jogando em casa e pelo empate para chegar à final do segundo turno. Na bola aérea, William (de novo!) e Estrada derrubaram a árvore estreitense.

Por fim, o clássico mais desparelho do ano passado. Na última rodada do primeiro turno da Série A, o 100% Z-4 Avaí foi ao Scarpelli pegar um Figueirense que lutava para entrar no G-4. Num dos maiores massacres da história do clássico – 30 chutes a gol contra 12 -, o Leão meteu tomou dois gols, teve pênalti contra, meteu três buchas, com Lincoln e William (mais uma vez!) e venceu a partida, transmitida em rede nacional pelo Sportv.

Que neste domingo a história se repita.

Um bom papo

Antes de mais nada, dou meus parabéns a Enio Gomes e Carlito Arini, que foram à reunião do Conselho Deliberativo na quinta para conversar com os conselheiros e responderam a todas as perguntas, sem melindres, sem ficar falando mal de arbitragem, jogando culpa na imprensa, essas coisas. Gosto disso. Acho que é assim que o mundo adulto deve ser: sincero, franco, sem mimimis. Confesso que fui para a reunião esperando outra coisa e me surpreendi positivamente.

As perguntas e comentários foram os mais variados, desde o esquema tático do time (acho que não era tema pra se discutir no CD, mas tudo bem) até o delicado assunto “filho do presidente”. E eles responderam até umas 23h20 (a reunião começou 20h). Haja fôlego. Não sei quantos conselheiros participaram, mas o auditório estava cheio. O coordenador das categorias de base, Diogo Fernandes, também participou do bate-papo, mas a maioria das perguntas foram para Enio e Arini.

O ponto mais polêmico começou depois que um conselheiro citou um episódio ocorrido ano passado em que o lateral-esquerdo Julinho teria dito abertamente que seu empresário era o filho do presidente. Os convidados confirmaram a informação, o que gerou indignação de alguns conselheiros pelo fato de o presidente do clube ter dito, em reunião passada, que seu filho nada tinha que ver com agenciamento de jogadores. Perguntados se o filho do presidente ainda é empresário de jogador do clube e se ele tem uma empresa que agencia jogadores, como divulgado no Blog do Tarnowsky, a resposta foi mais ou menos essa: acho que não, não sei. Segundo o Arini, nenhum jogador do elenco, que ele saiba, tem o filho do presidente como empresário.

Também falaram sobre Mauro Ovelha, elogiaram o profissionalismo e a dedicação dele, mas os resultados tornaram a continuidade do trabalho insustentável (concordo). Perguntei sobre negociações de jogadores. Até o momento, vendemos dois (Davi e William) e emprestamos 19, segundo consegui encontrar em notícias na internet. Queria saber se já conseguimos atingir aquele número previsto no orçamento aprovado ano passado de R$ 1,5 milhão (ou R$ 3 milhões, na proposta “otimista”) com direitos federativo de jogadores. A resposta foi “não”, mesmo com aquelas negociações (deduzo que os empréstimos, pelo menos a maioria, tenham sido de graça). É possível, bem possível, que tenhamos que vender mais algum(ns) jogador(es) ao longo do ano.

Voltando ao Julinho, foi explicado que foi o Avaí (não o Vasco) quem o emprestou ao Sport. De graça. Sobre Anderson Lessa, o Avaí tentou devolvê-lo ao Cruzeiro, mas como o empréstimo vai até o meio do ano e o Cruzeiro não o quis de volta, ele continua treinando na Ressacada até o fim do contrato. Situação parecida com as de Batista e Zé Carlos, que o Oeste quis devolver antes do fim do empréstimo, mas o Avaí não aceitou. Quando perguntei das negociações, falaram um pouco da situação do William (o Avaí tinha apenas 10% dos direitos dele, e o novo cone centroavante reserva do Atlético Goianiense não quis ficar) e, segundo o Arini, ele não fugiu do clássico: a amigdalite era forte mesmo. Então tá.

Outro ponto importante foi que, evidentemente, não receberemos a mesma cota de TV do ano passado. Mas isso já era esperado. Deve ficar em cerca de R$ 2 milhões.

Da parte do Departamento de Futebol, que me lembre, era isso. Foi uma boa conversa, como disse, bastante franca, com alguns momentos mais “tensos”, mas que fazem parte da transparência, essa que muita gente quer porque quer obstruir, mas que às vezes tem que ser arrancada nem que seja a fórceps.

Mais uma vez, parabenizo os dois pelo papo e acho que os conselheiros conseguimos aproveitar bem o espaço. Houve ainda outros pontos de pauta, o mais importante da noite, a proposta de mudança do Estatuto. Falo disso num post futuro. Acho que vem coisa muito boa para o clube e para a torcida avaiana.

Gols por minuto

Já tinha pensado em fazer esse post, e depois da provocação via Twitter do jornalista Filipe Gomes Calmon, do InfoEsporte (@FilipeInfo), o fiz. É uma média de gols marcados pelos jogadores do Avaí em 2012 por minuto jogado. Os resultados são surpreendentes.

A gente costuma olhar e ver: “ah, Fulano fez 1 gol em 8 jogos, é pouco”. Esquecemos, porém, que nesses 8 jogos o Fulano pode ter entrado sempre no segundo tempo e disputado o equivalente em minutos a 2 ou 3 partidas, no máximo. A média, então não seria tão ruim. É o que acontece com um jogador do Avaí, formado na base, e que costuma ser execrado já no aquecimento.

Para efeitos de cálculo, considero uma partida como tendo 90 minutos. Não é, claro, um conta 100% exata, pois ignoro os acréscimos (teria que saber quanto o árbitro deu de acréscimo em cada jogo, se deu mesmo o acréscimo que diz que deu, enfim, fica difícil). Então, vamos lá:

1) Felipe Alves – 1 gol a cada 20min40s. O novo felômeno da Ressacada ficou em campo por 62 minutos na partida contra o Marcílio Dias e fez 3 gols.

2) Diego Palhinha – 1 gol a cada 53min30s. O reserva que o Ovelha ignorava meteu dois contra o Marcílio. Tem 107 minutos disputados.

3) Laércio – 1 gol a cada 82min. O guri, eternamente xingado, só perde pro Messi do Carianos Felipe Alves entre os atacantes. Entrou em sete partidas, mas sempre jogando poucos minutos: no total, 164, o equivalente a menos de dois jogos.

4) Saldanha – 1 gol a cada 173min.

5) Pirão – 1 gol a cada 240min30s.

6) Cléber Santana – 1 gol a cada 248min.

7) Cléverson – 1 gol a cada 271min.

8) Ronaldo Capixaba – 1 gol a cada 383min30s.

9) Neílson – 1 gol a cada 397min.

10) Rafael – 1 gol a cada 457min.

11) Robinho – 1 gol a cada 812min.

12) Diogo Orlando – 1 gol a cada 900min

13) Bruno – 1 gol a cada 1.076min.

14) Renato Santos – 1 gol a cada 1.350min.

 

Entraram em campo, mas não fizeram gol: Aelson, Aleks, Arlan, Cássio, Diego, Gilmar, Leandro Silva, Marcinho Guerreiro, Marrone, Maurício, Mika, Moretto, Nunes e Patric

Eu vou

Existem avaianos que não vão mais à Ressacada em protesto contra a administração do clube. Não os julgo, acho que cada um faz o que bem entende de sua vida e escolhe o que priorizar. Prefere cinema, praia, piscina a ir a jogo? Tudo bem. Eu, por exemplo, não consigo me imaginar fazendo outra coisa quando tem jogo do Avaí que estar na Ressacada.

Perdi alguns jogos ano passado porque estava acabando monografia da pós-graduação, não fui a um jogo este ano (contra o Brusque) porque tinha um compromisso pessoal, mas, sempre que dá, estou lá, seja na Ressacada ou fora. Sou sócio desde agosto de 2006, quando consegui meu primeiro emprego de carteira assinada, e continuo lá até hoje. Não concordo com muita coisa que é feita, concordo com outras, mas ali, durante os 90 minutos, desligo de tudo e penso somente no jogo.

É o meu jeito de exercer minha “avaianidade”, como diz o Felipe Matos, do Memória Avaiana. E acho que, assim, colaboro mais com o clube. Não deixo de ir lá, comparecer, apoiar. E também cobrar, quando necessário. Minha forma de protestar quando acho que há algo errado é estar lá, dentro do estádio, cobrando. É o meu jeito de ver as coisas.

Só não consigo concordar com protesto “público zero”. No que isso vai ajudar? Alguém acha que o Prisco saiu do Figueirense porque a Gaviões convocava protesto “público zero”? Se houve 100 motivos pra ele ter saído de lá, esse com certeza é o centésimo.

Faço minhas as palavras do Alexandre Aguiar, do Força Azurra: “pelo que sei, pressão se faz apertando e não afrouxando”. Não quer ir a jogo, quer fazer outras coisas na vida, beleza. Só não queira nos tirar o direito de ir ao estádio para apoiar, divertir-se e, se precisar, cobrar.

Dito isso tudo, termino com essa pergunta: vamos ao clássico? Eu vou.

Os artilheiros do Leão no ano

Só considero gols em jogos de campeonato (até o momento, só o Catarinense). Amistoso, jogo-treino, casados x solteiros e assemelhados não contam.

 

4 gols

Pirão

 

3 gols

Cléber Santana

Felipe Alves

 

2 gols

Cléverson

Diego Palhinha

Laércio

Neílson

Ronaldo Capixaba

 

1 gol

Bruno

Diogo Orlando

Rafael

Renato Santos

Robinho

Saldanha