Arquivo para fevereiro \29\UTC 2012

O Avaí 2012 em números

Jogos: 9

Vitórias: 5 (55,55%)

Derrotas: 4 (44,44%)

Pontos: 15 (55,55% de aproveitamento)

Gols marcados: 14 (1,55 por jogo)

Gols sofridos: 11 (1,22 por jogo)

Saldo de gols: +3

Maior vitória: Marcílio Dias 2×5 Avaí (09.02)

Maior derrota: Joinville 3×0 Avaí (22.02)

Maior sequência de vitórias: 5 (de 25.01 a 09.02)

Maior sequência de derrotas: 3 (de 12.02 a 26.02)

Maior invencibilidade: 5 jogos (25.01 a 09.02)

Maior sequência sem vitórias: 3 jogos (de 12.02 a 26.02)

Jogo em que fez mais gols: Marcílio Dias 2×5 Avaí (09.02)

Jogo com mais gols: Marcílio Dias 2×5 Avaí (09.02)

Maior sequência sem marcar gols: 3 jogos (de 12.02 a 26.02)

Maior sequência sem sofrer gols: 2 jogos (01.02 a 04.02)

Total de cartões amarelos recebidos: 26 (2,88 por jogo)

Total de cartões vermelhos recebidos: 2 (1 a cada 4,5 jogos)
Jogo com mais cartões amarelos recebidos: Avaí 3×2 Criciúma (25.01), 5 cartões

Jogos com menos cartões amarelos recebidos: Brusque 0×1 Avaí (01.02), Avaí 3×0 Camboriú (04.02) e Avaí 0x1 Figueirense (12.02), 2 cartões

Jogos com mais cartões vermelhos recebidos: Avaí 3×2 Criciúma (25.01) e Avaí 3×0 Camboriú (04.02), 1 cartão
Mais jogos: Renato Santos, Robinho e Ronaldo Capixaba, 9 jogos
Mais jogos como titular: Renato Santos, 9 jogos

Mais minutos* jogados: Renato Santos, 810 minutos

Maior média de minutos jogador por partida**: Diogo Orlando, Patric, Pirão e Renato Santos, 90 minutos

Artilheiro: Pirão, 3 gols

Mais passes para gol: Arlan e Robinho, 2 passes

Mais cartões amarelos: Bruno, 5 cartões

Mais cartões vermelhos: Cássio e Marcinho Guerreiro, 1 cartão

Mais disciplinado: Renato Santos, 0 cartões amarelos e 0 cartões vermelhos em 810 minutos***

Mais indisciplinado: Marcinho Guerreiro, 3 cartões amarelos e 1 vermelho

Esquema tático mais usado: 3-5-2 (8 jogos)

Média de substituições: 3 por jogo

Primeira substituição: em média, aos 8 minutos do segundo tempo

Segunda substituição: em média, 19 minutos do segundo tempo

Terceira substituição: em média, aos 32 minutos do segundo tempo

Reservas mais frequentes: Cléverson e Diego Palhinha, entraram em 4 jogos

Maior público em casa: Avaí 0x1 Figueirense (12.02), 9.121 pagantes

Maior público fora: Joinville 3×0 Avaí (22.02), 6.923 pagantes

Média de público em casa: 4.289 pagantes

Média de público fora: 3.089 pagantes

*considerando 90 minutos por partida

**goleiros não entram nesse quesito

***outros jogadores também não levaram cartão, mas jogaram menos minutos.

Boa

Pelo visto, o Leo Campos aprontou uma molecagem com aquela história de jogar no amador de Antônio Carlos. Tá certo o Arini em puxar (pelo menos disse que ia puxar) a orelha do guri. Se quer ser jogador profissional, tem que se comportar como tal.

Leo Campos tem que saber que o Avaí aposta nele. Não fosse assim, o presidente João Nilson Zunino e o empresário dele, Gabriel Zunino, não teriam fechado um acordo pra renovar o contrato do rapaz até 2017. Né?

Abra sua mente

Longe de mim achar que os mais “antigos”, digamos assim, são obsoletos. Muito pelo contrário. Com eles, conseguimos aprender muito pelo que já viveram, pela experiência que têm. Mas tão ruim quanto um novato que acha que sabe tudo é ter alguém experiente com idéias estacionadas no tempo.

Dia desses, ouvi na rádio comentários de gente com décadas de crônica esportiva sobre a utilização do Marcinho Guerreiro como zagueiro no time do Avaí. Não eram exatamente críticas à escolha desse jogador para a função (com as quais eu concordo), mas esse tipo de análise: “volante é volante, zagueiro é zagueiro, não gosto de improvisação, etc.”. Bom, acho que falta a alguém assistir mais futebol.
O melhor time do mundo costuma entrar em campo com um lateral (Abidal) na zaga e, de vez em quando, um volante de 1,74m (Mascherano) é deslocado para jogar ali também. Lembram o estupor que causou a muitos comentaristas ver o “lateral” Daniel Alves jogando ao lado de Messi no ataque barcelonista na final do Mundial? Se o melhor time do mundo consegue ser o melhor time do mundo fazendo isso, por que os outros não poderiam?
Como sempre, nem precisa ir tão longe. Cícero já jogou no São Paulo em todas as funções do meio-campo e do ataque (de centroavante, inclusive) e, se precisar, ainda quebra um galho na lateral-esquerda, sua posição original. Elano, do Santos, acho que só não jogou de goleiro. Juninho, do Vasco, pode fazer todas as funções do meio-campo. Qual a posição de Uéslei, ex-Santos, e hoje na Alemanha? Volante? Meia? Atacante? Todas essas?
No Avaí mesmo, tivemos exemplos de jogadores adaptados (“improvisado”, pra mim, é quando não tem outra opção) em outras posições que foram bem. O caso mais gritante é o de Luiz Ricardo, um centroavante de 1,85m que Silas fez jogar – e bem – como ala pela direita. Uendel, lateral que já tinha jogado de meia e volante no Criciúma e Fluminense, chegou a atuar como zagueiro durante algumas partidas do Catarinense de 2009 (ex.: Metropolitano 1×2 Avaí, o jogo que nos valeu o título do returno).

E olha que isso não é de hoje. Não fosse a versatilidade de Piazza, Gérson, Rivellino, Pelé e Tostão, que jogavam em outras posições em seus clubes, a Seleção de 1970 não existiria.

O que eu questiono é a escolha de Marcinho Guerreiro para a função. Bruno, outro exemplo de “polivalência”, faz bem melhor esse trabalho. Talvez a escolha tenha ocorrido porque Bruno é mais rápido, sai melhor com a bola (não que seja um primor) e chega melhor ao ataque (fez um golaço contra o Ibirama, lembram?). O problema é que Bruno é, ao mesmo tempo, nosso melhor primeiro volante e melhor terceiro zagueiro. Se ele tá de volante, falta o terceiro zagueiro (que poderiam ser Cássio e Rafael, mas esses vivem se pisando). Se ele tá de zagueiro, falta o primeiro volante (Marcinho Guerreiro é a única opção, e está muito mal).

O Avaí 2012 é isso: o famoso “cobertor curto”. Se estica de um lado, falta do outro. Por isso, ter jogadores que atuem (bem) em mais de uma posição não é “improviso”, é fundamental.

À espera de um milagre

Na última das entrevistas que o site InfoEsporte fez com o presidente João Nilson Zunino, o presida falou sobre o esvaziamento da Ressacada. Antes de concordar ou discordar do que ele falou, uma coisa me fica clara: o Avaí não fez nenhuma pesquisa para tentar saber o porquê da debandada de sócios. Apesar de deixarmos lá telefone, e-mail e endereço, os motivos pelos quais os sócios minguaram só são conhecidos com base no achismo.

Mas, também, depois que a nova política de preços das mensalidades foi definida com uma pura e simples comparação com Figueirense (que fica do outro lado do Oceano Atlântico), Criciúma (de outra cidade) e Internacional (de outro estado, de outra divisão, de outra grandeza), não duvido de mais nada.

Eu, sentado aqui no meu sofá de onde vejo jogos do Avaí tomando uísque (digo, vejo do sofá os jogos fora que eu não posso ir, já que vou sempre à  Ressacada e viajo pra ver algumas partidas), também não sei o motivo do esvaziamento. Só posso supor. Concordo com o presidente quando ele diz que ” fatores como desempenho esportivo, conforto da televisão, acesso ao estádio, horário dos jogos e até saturação do assunto interferem diretamente na opção do torcedor avaiano”. Pra mim também são todos elementos que ajudaram a afastar o avaiano do estádio. Mas faltou citar o preço das mensalidades.

Ficar em casa assistindo jogo no pay-per-view é mais cômodo que encarar fila pra Ressacada, o estádio com pior localização do mundo (duvido que tenha um pior), ainda mais se o jogo é dia de semana à noite, e mais barato que associar-se ao Avaí. Com o time mal, então, o cara perde o tesão de associar-se. Se eu moro na Barra da Lagoa e vivo de pescar lula e tainha (abraço, Tio Dininho!), sai mais barato ir num Bar do Nelo (ou Venda do Noca, tanto faz) da vida assistir o jogo do Avaí no pay-per-view tomando uma gelada com a cacalhada.

Pombas, mas aí, eu penso: e aquilo que nós aprendemos na escola sobre o preço ser determinado pela oferta e pela procura? Se eu tenho 16 mil lugares pra vender (excluindo o setor visitante) e só estou vendendo 4 mil por jogo, como faço pra vender os outros 12 mil (75% de prejuízo)? Fico lá, esperando o time engrenar, ganhar dez jogos seguidos, virar manchete do New York Times pra finalmente o pessoal ir se associar? Ou vou atrás dos meus clientes (odeio essa palavra quando aplicada a nós, torcedores, mas vá lá), faço uma campanha de divulgação de massa (isso está sendo feito, ok), crio promoções e, mais importante, reduzo o preço da mensalidade?

Só tem 4 mil que querem pagar o preço atual. Com base no meu achismo, acredito que, se forem 8 mil pagando metade disso, ainda saímos no lucro: o valor arrecadado com mensalidades será o mesmo, mas tem os ganhos indiretos com estacionamentos, bares, publicidade…

O presidente fala do Barcelona na matéria. Nem precisa ir tão longe. Pra comprovar que o quadro de sócios não precisa necessariamente depender 99% do desempenho do time em campo, pegue o carro (acho que tem ônibus da União também), dirija 320km sentido norte e pare em Curitiba. Chegando lá, vá ao bairro Água Verde e bata na porta de uma casinha onde está escrito “Clube Atlético Paranaense”. Pergunte a eles como eles conseguiram 60% de lotação do estádio numa campanha em que acabaram rebaixados (Série A 2011).

Sabe quanto custa associar-se ao Atlético e assistir a jogos na Arena da Baixada, um dos – senão o mais – modernos estádios do País? R$ 70. É R$ 20 a menos do que se pega nas cobertas da Ressacada.

Ah, mas antes de pegar o carro e ir até lá, vamos esperar pra ver se o preço da gasolina baixa. Quando baixar, a gente vai lá.

Já foi pior

Uma comparação do Avaí no primeiro turno do estadual deste ano com os primeiros turnos dos anos anteriores.

Aproveitamento de pontos

2008 – 66,66%
2010 – 66,66%
2012 – 55,55%
2009 – 48,14%
2011 – 40,74%
2007 – 36,36%

Média de gols marcados por jogo

2008 – 2,63
2010 – 2,22
2012 – 1,55
2009 – 1,33
2007 – 1,27
2011 – 1,22

Média de gols sofridos por jogo

2008 – 1,00
2009 – 1,22
2010 – 1,22
2012 – 1,22
2007 – 1,54
2011 – 1,66

Alguém me explica, por favor

Um primeiro turno regular

Lembrem-se que o ano de 2011 terminou com terra arrasada. Da “base” que sobrou do ano passado, Moretto, Bruno, Diogo Orlando, Robinho, Cléverson, os gêmeos e não vai muito além disso aí. As trapalhadas administrativas minaram os cofres do clube – tão aí os “empréstimos” que os diretores fizeram ao clube para mostrar -, e o time montado para 2012 foi com jogadores “custo zero”, como disse Carlito Arini. Até o início do campeonato, vieram alguns jogadores com boas passagens por outros clubes e outros ilustres desconhecidos das Séries A-3 paulistas da vida. O elenco não me empolgava lá no início de janeiro, poucos dias antes do início do campeonato.

Considerei o Avaí uma “segunda força” do estadual, junto com o Joinville e atrás do Figueirense. Faltava o toque de qualidade ao elenco. E ele, em teoria, deveria vir com as chegadas de Gilmar, Nunes, Patric e Cléber Santana. Eles começaram a entrar no time nas últimas três rodadas, mas, é bom frisar, não acrescentaram em nada ainda.

Depois de surpreendentes cinco vitórias seguidas e alarmantes três derrotas consecutivas, o Avaí termina o primeiro turno em quarto lugar, dentro da atual zona de classificação para a semifinal. Isso é o que importa nessa primeira fase. Pro futebol mostrado e pelas limitações do elenco, é quase a classificação mais justa. Mas, é claro, pela história e grandeza do Avaí no cenário estadual, ainda é muito pouco. Acontece que Saul, Nizeta, Zenon, Balduíno, Flávio Roberto, Adílson Heleno, Dão, Jacaré, Leo Gago, Marquinhos e outros “pernas-de-pau” não vestem mais essa pesada camisa. Hoje em dia, quando a coisa aperta, vamos de Robinho e Ronaldo Capixaba.

Mauro Ovelha tem sua parcela de culpa, é claro. O Avaí não tem jogadas. Ou melhor, tem uma: vai no fundo e cruza. Em 97,33% das vezes, a bola fica com a defesa adversária, mas o time segue lá, cruzando, cruzando e cruzando. Agora, tem outras coisas que ele não pode resolver. Capixaba perde 90% das bolas que recebe. Nunes desperdiça chances claras e passa metade do jogo impedido. Pirão não acerta um passe, Cléverson erra todas as jogadas, Moretto toma uns gols esquisitos, Aleks entra e leva um frango, Neílson e Robinho ciscam e ciscam e ciscam…  “Bota outro”, vão dizer. E eu pergunto: “quem?”.

O campeonato não termina no primeiro turno, mas espero que o marasmo dos últimos dois jogos (no clássico, o time até não foi tão mal) termine até terça-feira. O returno começa com três jogos complicados, contra três adversários diretos, e o Avaí tem que somar pontos para pelo menos se manter no grupo dos quatro. Já que a qualidade não é muita (Patric, Gilmar, Nunes e Cléber Santana: apareçam, meus filhos), que pelo menos vejamos de volta aquela vontade dos primeiros sete jogos. Time ruim e andando em campo não chega a lugar algum.

Na blogosfera avaiana, vejo muita gente que gosto de ler esbravejando, querendo a saída do Ovelha, mandar todo o elenco embora e tal. Eu vejo o elenco que temos, os estragos que fizeram no clube e não consigo pensar assim. Talvez esteja virando uma “samambaia esportiva”, definição dada pelo Gérson, do Avaixonados. Vou para um retiro espiritual esta semana e até quarta defino se é isso mesmo ou se estou no caminho certo.


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