Arquivo para dezembro \29\UTC 2011

R$ 21 milhões para 2012

O Conselho Deliberativo do Avaí aprovou na noite de quarta, dia 28, o orçamento para o clube em 2012. A estimativa da Diretoria Executiva é de uma receita de R$ 20,9 milhões para a próxima temporada. Na reunião, estiveram presentes cerca de 35 52 (contagem oficial) conselheiros (eu, inclusive), que aprovaram a proposta por unanimidade. Houve ainda uma versão “otimista” do orçamento, que pode chegar a R$ 34,3 milhões, caso tudo dê extremamente certo.

Aprovei a proposta realista porque a considerei realmente realista. Em 2009, no nosso primeiro ano de Série A, as receitas somaram R$ 21 milhões. Três anos depois, vamos, pela estimativa, repetir esses valores, dessa vez na Série B.

A proposta realista prevê R$ 5,4 milhões de faturamento com mensalidade de sócios, média de R$ 450 mil por mês. É menos do que o arrecadado em 2009 e 2010. A previsão de patrocínios é de R$ 5,8 milhões. Outros R$ 1,424 milhões devem vir de Marketing, incluídos aí os royalties que, por sua vez, incluem o faturamento com material esportivo da Fanatic.

Outro item importante diz respeito aos direitos econômicos que o Avaí pretende obter com negociação de jogadores. A estimativa realista é de R$ 1,5 milhão. É menos que 2010, quando desmontamos o time de 2009 (saíram Eduardo Martini, Ferdinando, Augusto, Eltinho, Léo Gago, Marquinhos, Muriqui e William). E é mais que 2009, quando negociamos quatro jogadores do time recém-promovido à Série A (Cássio, Jef Silva, Batista e Evando).

Na estimativa “otimista”, todos esses valores variam conforme o desempenho do time em campo, em percentuais de aproximadamente 30% a 100% de acréscimo. Se o time for bem, vamos ter mais sócios, vamos faturar mais com material esportivo e, até, negociar mais jogadores. Essa é a aposta da Diretoria Executiva.

Há, ainda, um item que faz toda diferença entre as duas estimativas, que são as cotas de televisão. A do Campeonato Catarinense está definida: R$ 325 mil. A da Série B é que pode variar – e muito – na visão da diretoria. Na estimativa realista, ela será de R$ 3 milhões. Na otimista, R$ 9 milhões. É uma baita diferença.

Em ambas as estimativas, o gasto que o Avaí vai ter com salários e encargos dos departamentos de futebol e administrativo não mudam: R$ 9,7 milhões e R$ 4 milhões, respectivamente.

Nos próximos posts, comento mais detalhadamente alguns pontos do orçamento.

A hora de discutir a grana para 2012

Amanhã, quarta-feira, tem a última reunião de 2011 do Conselho Deliberativo do Avaí, convocada na última quinta-feira, dia 22, anteantevéspera do Natal. A pauta é das mais importantes: o orçamento 2012 do Leão. Espero que todos aqueles que estejam de férias nas Garopabas da vida compareçam à reunião.

O assunto é tão importante, mas tão importante, que é uma pena que se tenha pouco tempo para discuti-lo. Apenas uma reunião, no anteantepenúltimo dia do ano.

Sobre o orçamento, estou curioso para ver o que a diretoria vai apresentar. Imagino que teremos uma queda em relação a 2009, 2010 e 2011, já que agora é Série B. Não tenho os dados de 2011 (creio que serão apresentados na reunião). Em 2009, nossa receita foi de R$ 21 milhões. Em 2010, de quase R$ 32 milhões. Esses dados podem ser conferidos aqui (página 3).

Dei uma fuçada naquele arquivo para entender um pouco das fontes de receita e despesas do Avaí em 2009 e 2010. Os dados mostram que a principal fonte de recursos foram as receitas vindas da CBF (que devem incluir cotas de TV). A Confederação foi responsável por 35,5% da receita avaiana em 2009 e por 25,6% em 2010.

O peso dos sócios nas receitas avaianas também caiu de 2009 para 2010: de 28,7% para 22,5%. O mesmo ocorreu com a bilheteria dos jogos, que respondia por 12,2% da receita em 2009 e diminuiu para 9,5% em 2010. Então, como o Avaí fez aumentar em cerca de 50% sua receita de um ano para outro? Dois itens se destacam.

O primeiro são os recursos vindos de patrocínio, que passaram de 7,28% em 2009 para 13% em 2010. Ainda maior foi o aumento da participação dos recursos originados com as negociações de jogadores. Em 2009, apenas 2,1% da receita avaiana veio das transações envolvendo atletas profissionais. Isso mesmo, de cada 100 reau que entrava na Ressacada em 2009, apenas dois tiveram origem em uma negociação de jogador. É pouquíssimo.

Em 2010, esse percentual passou para 10,4%. Mas deveria ser mais, já que o time inteiro de 2009 foi desmontado (nove saíram) para faturarmos apenas R$ 3,3 milhões. É nada.

Destaco ainda a baixíssima participação do item “Venda de Material Esportivo” nas nossas receitas. Em 2009, primeiro ano de Fanatic, a nossa marca própria, apenas 0,1%. Em 2010, dobrou (uhuuu!): 0,2%. É inacreditável.

Sobre as principais despesas, nada de novo: gasta-se a maior parte do dinheiro com salários e encargos. Esse item foi responsável por 40,3% dos gastos em 2009 e caiu para 31,6% em 2010. A queda foi apenas percentual, porque nos valores absolutos gastamos R$ 2,5 milhões a mais para pagar o time que lutou contra o rebaixamento em comparação com aquele que ficou em sexto lugar.

Outros destaques são as Despesas Operacionais Administrativas e os Serviços de Terceiros, que cresceram em participação nas despesas entre 2009 e 2010.

Abaixo, alguns dados pra vocês. A fonte é o Balanço Patrimonial do Avaí.

Principais fontes de receita do Avaí em 2009 e 2010

2009

Receitas CBF Campeonato Brasileiro Série A – 35,49%

Mensalidades dos Sócios – 28,74%

Receita de Bilheteria com Jogos – 12,27%

Receita de Arrendamento e Locações – 7,75%

Receitas de Patrocínio – 7,28%

2010

Receitas CBF Campeonato Brasileiro Série A – 25,63%

Mensalidades dos Sócios – 22,54%

Receitas de Patrocínio – 13%

Receita de Negociação de Atletas Profissionais – 10,45%

Receita de Bilheteria com Jogos – 9,55%

Principais despesas do Avaí em 2009 e 2010

2009

Salários e Encargos – 40,3%

Direito de Uso de Imagem – 15,29%

Arbitragem / Federação e Confederação – 7,7%

Serviços de Terceiros – 7,48%

Despesas Operacionais Administrativas – 7,47%

2010

Salários e Encargos – 31,59%

Despesas Operacionais Administrativas – 12,96%

Direito de Uso de Imagem – 10,14%

Serviços de Terceiros – 8,25%

Despesas Financeiras Líquidas – 7,32%

Um time com prazo curto

De acordo com o Boletim Informativo Diário (BID) da CBF de 22 de dezembro, nenhum dos jogadores recém-apresentados pelo Avaí tem contrato de mais de um ano de duração. Ou seja, longo prazo não existe. São todos apostas, então?

Aelson, Leandro Silva, Pirão (Manoel Almeida Júnior) e Ronaldo Capixaba (Ronaldo Rosa dos Santos) têm contrato até dezembro de 2012. Isso significa que lá por junho eles já podem assinar um pré-contrato com outra equipe. Já os contratos de Jaílton e Felipe Alves terminam em 31 de maio. Não somos os únicos: o clube também desconfia da qualidade deles.

O mesmo BID informa que o Avaí assinou contrato até 31 de maio de 2012 com mais dois jogadores: Gian Paulo de Oliveira (não conheço e não encontrei informações) e Roberto Santana de Toledo (este já constava como jogador amador do Avaí desde 16 de agosto).

Enfim, um líder?

O post do ex-presidente Flávio Félix no blog do Seu Cunha (Nobre Azurra) semana passada causou alvoroço na avaianada que frequenta as redes sociais. A manifestação de Félix é de alguém que, depois de algum tempo afastado, está disposto a questionar a atual gestão.

Há muita gente descontente com a gestão Zunino e não é de hoje. As trapalhadas administrativas do período 2002-2007 foram relevadas entre 2008 e o início de 2011 por causa dos resultados em campo – não deveria ser assim, mas é assim que é. Com o rebaixamento, a avaianada voltou a pegar no pé do presida e sua turma. Falta, talvez, um nome que una os descontentes, muitos deles como eu e tu, avaianos de arquibancada, que não se conhecem e não são conhecidos. Será Felix esse nome?

O bom de tudo isso é lembrarmos que o Avaí precisa ter uma oposição atuante. É bom para o clube, é bom para que quem estiver na gestão (quem for) não se acomode, já que o Conselho Deliberativo nos moldes previstos pelo estatuto nada mais que é um grupo ligado ao presidente que tem como função fiscalizar o… presidente… Não funciona.

 

 

 

O que o Barça nos ensina

Não foi apenas uma vitória, uma goleada. Foi um massacre. Fica até difícil dizer que aquela partida reuniu os dois melhores times do mundo – afinal, se o primeiro é tão superior ao segundo, cadê a competição?

A surra histórica que o Barcelona deu no Santos nos dá a dimensão de como ainda temos que evoluir dentro e fora de campo para conseguir nos equiparar aos europeus. Além disso, esse Barcelona nos traz muitas lições sobre a quantas anda o futebol brasileiro. O que o Avaí tem a ver com isso? Tudo.

Em tempo: quem me conhece, sabe que pra mim elogiar um time europeu, é porque gosto dele mesmo. Sou defensor ferrenho do futebol sul-americano e colaborador eventual do Impedimento, maior blog de futebol sul-americano e do mundo. Torço pro sul-americano sempre. A não ser, claro, que seja o Janelense.

Vejam o que acho que esse fantástico Barça tem a nos ensinsar:

1) Não precisa comprar meio mundo pra ter time. O Barcelona disputou a final do Mundial com 9 jogadores formados em sua base. Oito deles eram espanhóis. Seis, catalães. Ou seja, o Barcelona é o melhor time do mundo com mais de metade da equipe formada por atletas de sua região (Catalunha). Claro que esses jogadores não custaram “zero euro”, como disse o treinador Josep Guardiola. Houve um grande investimento nas categorias de base para formar esses caras. Mas a lição que fica: um time feito em casa pode ser muito competitivo.

2) Craque corre, marca, dedica-se. Messi é o melhor jogador do mundo. E, além de meter dois gols, correu, marcou, dividiu, dedicou-se muito ao time. Ganso é apenas uma promessa de bom jogador. Mas marcou com os olhos e colocou a mão na cintura o jogo inteiro. A dedicação de Messi ao time é um tapa na cara dos boleiros brasileiros, todos pseudocraques (não temos nenhum atualmente), mas cheios de marra. Mostra mais uma coisa: jogador nenhum está acima do clube. Ou corre feito um condenado e é útil ao time, ou está fora.

3) Tem que treinar – e muito. O Barcelona não é composto só de craques. Victor Valdés é um goleiro mediano. Puyol está longe de ser um grande zagueiro. Daniel Alves é o mesmo que se arrasta jogando pela Seleção. Abidal, um lateral bastante comum. Mas o que faz desse Barça fenomenal é o conjunto. Os caras não erram um passe, estão sempre bem posicionados, movimentam-se loucamente. Isso tudo não é dom, não é fruto de dádiva divina – é treino, camarada, muito treino.

4) Malandragem só joga ganha jogo no Brasil. Conto nos dedos de uma mão – e ainda sobram dedos – as vezes que vi jogadores do Barcelona amorcegando o jogo com aquelas contusões-fantasmas ou tentando cavar pênalti em vez de prosseguir na jogada. Quem sabe, sabe. Quem não sabe, enrola.

5) Concentração é inútil. O Barcelona não concentra. Os caras na véspera de um jogo decisivo saem com as famílias pra passear. Meu Deus, que escândalo! Nada. Coisa de profissional. Eles sabem seus deveres e limites. Não fazem concentração e ganham tudo. Concentração é pros amadores, pros bobocas, pros estrelinhas como nós. Profi não precisa disso.

6) Fazer falta é estratégia. Os defensores ferrenhos do “joga bonito” têm horror às faltas. Tanto que inventam que o Barcelona é um time que “não faz faltas”. Ora bolas, fez o mesmo número de faltas que o Santos (13) mesmo tendo mais que o dobro de posse de bola! Imagino que esses seres iluminados defendam uma partida de futebol que termine 15×15, sem nenhuma falta em 90 minutos e que todos se regozijem no final. Nada poderia ser tão chato. Reparem nos jogos do Barcelona. Toda vida que o time pode ser pego de calça curta em um contra-ataque, aparece um jogador do Barça pra fazer aquela faltinha marota no meio-campo e arrumar tempo pro time se recompor. É do jogo, meus queridos. Inteligência também é futebol-arte. Ah, e eles não pedem desculpas quando fazem faltas, viu, Santos? Isso porque comportam-se como adversários, não tietes.

7) “Poupar-se” pro Mundial não garante sucesso. Grêmio (1995), Cruzeiro (1997), Vasco (1998), Palmeiras (1999), São Paulo (2005), Inter (2010) e Santos (2011). Todos esses times fizeram campanhas medianas e relaxadas no Brasileiro, pois já tinham vaga assegurada no Mundial. Dentre todos, só o São Paulo ganhou (num jogo que mereceu perder). Grêmio, Vasco e Palmeiras até fizeram boas partidas, mas perderam. Em 1992-93, o São Paulo foi campeão do mundo em meio a jogos decisivos do Paulista e do Brasileiro. Em 1992, chegou ao Japão dias antes da partida (contra o Barcelona!), entre o intervalo entre um jogo e outro da final do Paulista contra o Palmeiras. Treinou de noite, dormiu de dia e foi campeão. Então, de que raios adianta ficar quatro, cinco, seis meses “poupando-se” pro Mundial? Nada. Absolutamente nada. Somente na cabeça de abobados dirigentes, treinadores e jogadores brasileiros isso é útil. “Projeto Tóquio” é piada de mau gosto.

Onipresente

O gerente de futebol do Avaí, Carlito Arini, está em todas. Dá entrevista para as rádios, liga para elas quando acha que tem que intervir no debate, vai a programas de TV etc. Nessas aparições, fala grosso, discute e até nos fornece informações preciosas, como o valor do empréstimo de Júnior Urso (R$ 240 mil por um ano) e como está fatiado o novo eleasportiano Cléverson (40% do Avaí, 40% da mui parceira LA Sports e 20% para o jogador).

Carlito Arini mostra nesse primeiro mês ter um perfil bem diferente dos seus antecessores, Mauro Galvão e Gustavo Mendes, sempre escondidinhos no seu canto. A saber se o time que ele está montando terá resultados diferentes da dupla MG e GM. Aguardemos.

Correção: Ranking dos Professores 2011

Acabei esquecendo que nos primeiros dois jogos de 2011, o treinador do Avaí não foi Vágner Benazzi, mas o inolvidável Luiz Verdini, o homem do “se ganhou do Grêmio, não vai do Criciúma?”. Na época, Benazzi comandava as estrelas do melhor elenco da história de Santa Catarina na pré-temporada em Porto Alegre.

Então, o ranking dos professores muda um pouco. Alterei o texto original. Abaixo, em vermelho, mostro o que mudou. Peço desculpas pelo esquecimento

Mais jogos

1) Silas – 23

2) Gallo – 13

3) Cecílio – 11

Menos jogos

1) Sandro Darós – 1

2) Verdini – 2

3) Betinho – 5

3) Neguinho – 5

Melhor aproveitamento de pontos

1) Betinho – 66,66%

2) Benazzi – 52,83%

3) Silas – 47,82%

Pior aproveitamento de pontos

1) Verdini – 0,00%

2) Cecílio – 15,15%

3) Neguinho – 20,00%

Melhor média de gols marcados por jogo

1) Betinho – 2,60

2) Silas – 1,74

3) Benazzi – 1,42

Pior média de gols marcados por jogo

1) Neguinho – 0,40

2) Verdini – 0,50

3) Sandro Darós – 1,00

Menor média de gols sofridos por jogo

1) Neguinho – 1,00

2) Sandro Darós – 1,00

3) Benazzi – 1,42

Maior média de gols sofridos por jogo

1) Verdini – 2,50

2) Cecílio – 2,09

3) Gallo – 2,00

3) Betinho – 2,00

Desempenho

Benazzi – 7j, 3v, 2e, 2d, 10gp, 10gc, 0sg

Betinho – 5j, 3v, 1e, 1d, 13gp, 10gc, +3sg

Cecílio – 11j, 1v, 2e, 8d, 13gp, 23gc, -10sg

Gallo – 13j, 3v, 3e, 7d, 14gp, 26gc, -12sg

Neguinho – 5j, 0v, 3e, 2d, 2gp, 5gc, -3sg

Sandro Darós – 1j, 0v, 1e, 0d, 1gp, 1gc, 0sg

Silas – 23j, 9v, 6e, 8d, 40gp, 35gc, +5sg

Verdini – 2j, 0v, 0e, 2d, 1gp, 5gc, -4sg


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